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Centrais sindicais convocam ato na Paulista contra juros altos

As principais centrais sindicais brasileiras realizam nesta terça-feira (4), às 10h, uma grande manifestação nacional contra os juros altos, em frente à sede do Banco Central, na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato denuncia a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, considerada pelos movimentos sindicais um entrave ao crescimento econômico, à geração de empregos e à redução das desigualdades sociais no país.

A mobilização é organizada de forma unificada por CUT, CTB, UGT, Força Sindical, CSB e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST). As entidades pretendem pressionar o Banco Central e o governo federal a adotarem medidas concretas para reduzir a taxa básica de juros e estimular a economia real.

“Juros altos travam o país”, afirmam lideranças sindicais

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, a manutenção da Selic em 15% “é uma escolha política que serve aos rentistas e aos bancos, e não ao povo brasileiro”.

“O Banco Central insiste em uma política monetária que trava o país. Precisamos de juros baixos para retomar o crescimento, estimular a produção, o consumo e garantir emprego e renda”, afirmou Araújo.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, classificou a taxa atual como “imoral” e defendeu uma guinada na política monetária.

“É preciso deixar de beneficiar o mercado especulativo e valorizar o mercado produtivo, que é quem faz a economia girar e o país crescer”, disse.

Já Danilo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical-SP, reforçou que, “com juros tão altos, o Brasil não cresce”. Segundo ele, os trabalhadores defendem um país “produtivo, com indústria forte, empregos dignos e oportunidades para todos”.

A Nova Central destaca que os juros elevados impactam diretamente o poder de compra das famílias, encarecem o crédito e travam o desenvolvimento nacional, beneficiando apenas o setor financeiro. Para a Central, é fundamental reduzir a taxa básica de juros (Selic) e adotar medidas que estimulem a produção, o investimento e o emprego de qualidade.

Desenvolvimento, soberania e justiça social

As centrais afirmam que os juros elevados reduzem o crédito, desestimulam investimentos produtivos e aumentam o endividamento das famílias. Para elas, a política monetária vigente beneficia o sistema financeiro, enquanto impede a expansão da indústria, da agricultura familiar e dos serviços.

As entidades destacam que a luta por juros menores é também uma luta por soberania nacional e desenvolvimento com justiça social.

“Juros menores significam mais crédito, mais investimentos e mais oportunidades. É hora de colocar o povo no centro das decisões, e não o lucro dos especuladores”, afirmam.

Ato unificado na Avenida Paulista

O ato, que integra uma agenda nacional de mobilizações, deve reunir trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais de diversas categorias. Além dos discursos das lideranças sindicais, estão previstas intervenções culturais e falas públicas defendendo a revisão da política do Banco Central e a retomada do crescimento com distribuição de renda.

Manifestação contra a Taxa de Juros
Data: 4 de novembro de 2025 (terça-feira)
Horário: 10h
Local: Em frente à sede do Banco Central
Endereço: Avenida Paulista, 1804 – Bela Vista, São Paulo (SP)

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