
A China declarou nesta segunda-feira (2) que apoia o Irã em seu direito à defesa após os ataques militares lançados por Estados Unidos e Israel e afirmou que a ofensiva viola a Carta das Nações Unidas e o direito internacional.
Pequim pediu o fim imediato das operações militares e classificou como grave violação da soberania iraniana a morte do líder supremo Ali Khamenei, no último sábado (28).
O governo chinês também afirmou que a proteção de civis é uma “linha vermelha” que não pode ser ultrapassada e alertou que a escalada militar ameaça a estabilidade regional e a segurança energética global, com impactos no Estreito de Ormuz.
Em pronunciamento nesta terça-feira (3), a porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, afirmou que “a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser respeitadas” e ressaltou que a proteção de civis em conflitos armados “não deve ser violada”.
Segundo ela, o uso indiscriminado da força “não pode ser aceito”, e a solução para a crise passa pelo retorno ao diálogo.
Ao tratar da dimensão econômica da crise, Mao Ning destacou que “a segurança do Estreito de Ormuz e das áreas adjacentes é de interesse comum da comunidade internacional” e alertou que a continuidade das operações militares pode provocar impactos na economia mundial.
Na segunda-feira (2), Pequim e Teerã mantiveram conversa telefônica entre seus chanceleres. No diálogo com Abbas Araghchi, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, classificou como “inaceitável” que Estados Unidos e Israel lancem ataques contra o Irã “no curso das negociações em andamento” e condenou o fato de que tenham “atacado abertamente e matado um líder de um país soberano”.
Wang Yi reiterou que a China “apoia o Irã na defesa de sua soberania e segurança, integridade territorial e dignidade nacional” e apresentou três medidas que considera prioritárias: cessar as operações militares, retomar as negociações e evitar ações unilaterais que ampliem o conflito.
Já na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, realizada no último sábado (28), o representante permanente da China, Fu Cong, classificou como “descarada” os ataques norte-americanos e israelenses contra o Irã e que “a China se opõe e condena o uso ou a ameaça do uso da força nas relações internacionais”.
Para o diplomata, “o uso da força não é o caminho correto para resolver disputas internacionais. Ele apenas intensifica o ódio e o confronto”.
O post China apoia direito de defesa do Irã e denuncia violação da Carta da ONU apareceu primeiro em Vermelho.

