
A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) demonstra que a ciência pode atuar em diversas ocasiões para promover o bem-estar da população, inclusive durante a maior festa do país: o Carnaval.
Desse modo, a UEPB distribuiu kits de detecção de metanol em bebidas alcoólicas destiladas para serem usados durante as festividades.
Especialista vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). o pesquisador David Fernandes explica que o equipamento surgiu após o pico de casos e mortes no país no ano passado.
Em decorrência de intoxicação por metanol por meio da ingestão de bebidas alcoólicas, até fevereiro deste ano, 16 pessoas faleceram e 62 casos foram confirmados, segundo o Ministério da Saúde.
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Foi nesse contexto, de acordo com o pesquisador David Fernandes, que o kit de detecção do composto químico começou a ser usado para uso geral.
“Quando começaram a aparecer casos, aceleramos essa linha de pesquisa e trabalhamos para compactar as reações que já dominávamos em um suporte sólido. A partir daí, otimizamos as condições experimentais para que o teste fosse sensível, confiável e simples, que permitisse identificar rapidamente a bebida como suspeita de adulteração por metanol”, recorda.
Os pesquisadores desenvolveram três tecnologias pioneiras de detecção de metanol: o teste colorimétrico, o teste infravermelho e os canudos biodegradáveis. Durante o Carnaval, o teste utilizado pelos técnicos será o colimétrico.
“O kit é muito simples. Ele funciona da seguinte forma: a amostra, em torno de 10 gotas da bebida, é colocada em um recipiente e é adicionada uma sequência de reagentes químicos, que no kit estão denominados de A, B, C e D, em tempos predefinidos. Cada etapa ocorre reações específicas que transformam o metanol presente na bebida em uma nova espécie química que se torna visível por mudança de coloração. Depois de finalizar o teste, a amostra é neutralizada pela adição do reagente e essa amostra pode ser descartada sem risco ao meu ambiente”, explica o pesquisador.
Com informaçõees do MCTI
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