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Colômbia vai às urnas escolher entre os avanços sociais e o atraso direitista

Os colombianos vão às urnas neste domingo (31) escolher seu próximo presidente da República. Para além da manutenção da esquerda no poder central para a continuidade de um projeto popular avançado no plano interno, a disputa tem relevância estratégica para o fortalecimento da soberania latino-americana frente à ofensiva da extrema direita.

Com 53 milhões de habitantes e 41,4 milhões de eleitores, o país é o segundo mais populoso do continente, atrás apenas do Brasil. Além de decidir os novos presidente e vice, o país também escolherá seus senadores e deputados federais. Ao todo, 14 nomes concorrem à presidência, mas a maioria aposta em três deles.

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À frente nas pesquisas de intenção de voto está o filósofo e ex-senador Iván Cepeda, do Pacto Histórico, de esquerda, que disputa como sucessor do atual presidente, Gustavo Petro, um dos principais líderes da América Latina na resistência ao imperialismo. Ele tem aparecido com percentuais entre 35% e 44% nas pesquisas de intenção de voto.

Em entrevista concedida às vésperas da disputa, Cepeda declarou: “Eu represento um processo de transformação social que, sem dúvidas, tem feito bem a este país”. Além disso, reiterou sua preocupação com o combate à pobreza e às desigualdades, “porque isso vai nos conduzir a uma série de propósitos nacionais que são fundamentais: a democracia, a paz e a prosperidade”.

Outro postulante é o milionário Abelardo da la Espriella, do Movimento de Salvação Nacional, que segue o estilo Nayib Bukele, presidente de El Salvador, e está alinhado a Donald Trump, dos EUA, e Javier Milei, da Argentina. Além de ideias extremistas, é do tipo midiático e popularesco, tal qual seus ídolos. A maioria das pesquisas indica que tem cerca de 25% das intenções de voto.

Esse percentual, por vezes, aparece para a terceira concorrente, Paloma Valencia, da direita tradicional. Candidata pelo chamado Centro Democrático, partido do ex-presidente Álvaro Uribe, ela se declara sua fiel seguidora e chegou a sugeri-lo para o Ministério da Defesa do país.

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Analistas indicam que o cenário ainda está em aberto porque há cerca de 11% de indecisos. A tendência, no entanto, é que haja segundo turno — marcado para 21 de junho.

À agência RFI, a cientista política Paola Montilla, diretora da Escola de Governo e Políticas Públicas da Universidade Externado da Colômbia, declarou que “essas opções representam propostas diametralmente opostas, algo com o qual, historicamente, a Colômbia não está acostumada. O país oscilou sempre entre opções liberais tradicionais de centro, nas quais as divisões ideológicas entre direita e esquerda não eram identificadas pelos candidatos. Desde 2022, com a chegada de Gustavo Petro, experimentamos uma reconfiguração política, de alternância ideológica explícita”.

Com agências

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