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Congresso entra na reta final dos trabalhos com pendência na pauta econômica

Congresso entra na reta final dos trabalhos com pendência na pauta econômica

Última semana antes do recesso do Legislativo e do Judiciário, o Congresso Nacional tem uma pauta econômica extensa e concentrará esforços em três demandas: a aprovação do orçamento da União, a regulamentação da reforma tributária e o pacote de ajuste fiscal apresentado pelo governo.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), convocou sessão deliberativa para esta segunda-feira (16) e cancelou todas as reuniões de comissões até o dia 20 de dezembro.

A Comissão Mista do Orçamento (CMO) pretende aprovar nesta terça-feira (17) o parecer do relator-geral, senador Angelo Coronel (PSD-BA) e, na quarta-feira (18), em sessão Congresso, o Orçamento de 2025 e a Lei de Diretrizes do Orçamento (LDO).

Na semana passada, a CMO concluiu a votação dos 16 relatórios setoriais da peça orçamentária. Foram aprovados os orçamentos da saúde; integração, desenvolvimento regional e meio ambiente; e infraestrutura, minas e energia.

Leia mais: Lira vai priorizar votação da reforma tributária, orçamento e pacote fiscal

Neste domingo (15), deputados trabalharam no texto do projeto de regulamentação da reforma tributária, que foi aprovado no Senado. Na Câmara, a expectativa é concluir a votação do projeto até quarta-feira.

O relator na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), disse nas redes sociais que teve um fim de semana intenso analisando e conversando sobre o texto.

“Acredito que, com instrumentos como o cashback, podemos ir além: formalizar a economia, reduzir fraudes e inadimplências e, no longo prazo, baixar a alíquota. Essa reforma não é só sobre números; é sobre justiça tributária e construção de um Brasil mais eficiente e inclusivo. Seguimos em diálogo com o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara para ajustar os últimos detalhes antes da votação”, diz o relator.

O PLP 68/2024 regulamentou os três impostos criados pela reforma: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo (IS).

Após um período de transição entre 2026 a 2033, eles vão substituir o ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins.

O novo sistema chamado de Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) simplifica a carga tributária e acaba com a cobrança de impostos sobre impostos.

A ideia do relator é reduzir a alíquota do IVA em 0,7% com retirada do saneamento básico da alíquota especial. No Senado, a alíquota ficou em 28,55%.

Com relação ao pacote do governo contendo corte de gastos, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), acredita ser possível votar ainda semana a medida, que é composta por um projeto de lei ordinária, um projeto de lei complementar e uma proposta de emenda à Constituição.

“O presidente [da Câmara] Arthur Lira me disse que está disposto a fazer sessão na segunda-feira. É plenamente possível submeter à apreciação e à votação na Câmara, [e então] mandar para o Senado. Nós daremos o regime de urgência nessa tramitação”, disse Pacheco aos jornalistas.

Judiciário

Em portaria, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que não haverá expediente entre os dias 20 de dezembro e 6 de janeiro. Trata-se de um intervalo a ser seguido pelos demais órgãos do Judiciário.

“Entretanto, medidas de caráter urgente, que envolvam risco imediato de direitos, poderão ser apresentadas por meio eletrônico durante o período. Para assegurar o atendimento dessas demandas, o Tribunal funcionará em regime especial com expediente reduzido”, diz nota da Corte.

Entre 20 de dezembro de 2024 e 6 de janeiro de 2025, os setores em atividade atenderão das 13h às 18h, com exceção de algumas datas específicas: nos dias 24 e 31 de dezembro, o funcionamento será das 8h às 11h, e não haverá plantão nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro.

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