
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcou para o dia 1 de agosto o início das sanções contra os produtos exportados pelo Brasil. Nesta data, os movimentos sociais e estudantis, junto com as centrais sindicais, promoverão atos por todo o Brasil com o nome “Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Soberania”.
Parte dessa mobilização já começa na sexta-feira (25), com a leitura da “Carta em Defesa da Soberania Nacional”, no Largo de São Francisco, em São Paulo (SP). O ato, convocado por juristas, conta com apoio de diversas entidades e reunirá importantes vozes contra o autoritarismo norte-americano que tenta influenciar decisões brasileiras com a ameaça da tarifa de 50% sobre os produtos de exportação nacionais.
1º de agosto
Para a sexta-feira, dia 1 de agosto, entidades como a Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, as centrais sindicais, entre elas a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), assim como a União Nacional dos Estudantes (UNE), buscam unificar manifestações por todo o Brasil para denunciar as sanções norte-americanas. Na próxima segunda-feira (28), uma plenária nacional com as representações estaduais definirá onde serão os atos e os horários. A Embaixada dos EUA e os consulados do país pelo Brasil são locais indicados para as manifestações, mas isso ainda será definido por cada coordenação.
No dia 1 — data marcada para o começo da tarifa de 50% — também haverá mobilização nas redes sociais em “Defesa da Soberania” e para denunciar o início do “tarifaço” imposto por Trump.
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Liège Rocha, que representa o PCdoB na operativa da Frente Brasil Popular e acompanha a coordenação dos atos, reforça a importância das mobilizações em 25 de julho e 1 de agosto em defesa da soberania brasileira.
“O 1º de agosto está marcado como dia de luta contra o “tarifaço”. Há uma unidade muito grande em relação às bandeiras levantadas: a questão da soberania nacional e contra o “tarifaço”. Além disso, iremos defender as bandeiras que constam no Plebiscito Popular Por um Brasil Mais Justo e em defesa do meio ambiente”, explica.
O Plebiscito colhe em todo o país a opinião da sociedade sobre o fim da escala 6×1 sem redução de salário, sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, bem como sobre a taxação dos super-ricos.
Já a pauta ambiental foca o chamado PL da Devastação — maior retrocesso ambiental desde a ditadura que foi aprovado pelo Congresso Nacional.

Segundo Liège, que coordena a Comissão Nacional de Direitos Humanos do PCdoB, a conjuntura é favorável às manifestações, uma vez que o governo tem se posicionado enfaticamente pela soberania.
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Ela também observa que as manifestações que aconteceram no dia 10 de julho demonstraram força, com destaque para a que ocorreu em São Paulo. Os atos tiveram como pauta as bandeiras que constam no Plebiscito Popular e ainda emplacaram apoio à chamada “Taxação BBB” — sigla para Bets, Bancos e Bilionários.
“A avaliação sobre as manifestações do dia 10, aqui em São Paulo e em alguns outros estados, é muito positiva. Na Avenida Paulista, a esquerda reuniu mais pessoas do que o ato organizado pelos apoiadores de Bolsonaro, tivemos uma mobilização maior”, afirma Rocha, ao reforçar que as próximas agendas da esquerda devem contar com o mesmo apoio.
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