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Copa da Exclusão: FIFA se mantém em silêncio quando o assunto é racismo e xenofobia

A Copa do Mundo ainda nem começou, mas o racismo e a xenofobia na recepção das equipes mostram como os EUA e seu presidente, Donald Trump, pretendem tratar o assunto. Leia em TVT News.

Na já chamada “Copa da Exclusão”, membros da equipe da seleção do Senegal foram forçados a tirar os sapatos e submetidos a revistas demoradas. Omar Abdulkadir Artan, nomeado o melhor árbitro africano de 2025, teve seu passaporte diplomático recusado na entrada e enviado de volta para casa.

Com esse tipo de recepção, o que esperar dos jogos? A FIFA, até o momento, se mantém em silêncio

Para Anielle Franco, FIFA deve ir além do combate ao racismo e à xenofobia

A ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco alerta que a FIFA deve estar atenta a ataques racistas e xenófobos nos estádios, punindo qualquer gesto ou fala preconceituosos.

“É preciso que a FIFA avance para além de combater o racismo e a xenofobia. É necessário identificar e punir os responsáveis por esses atos”, diz Anielle.

Em 2023, quando o atacante da Seleção Brasileira Vini Jr. foi alvo de insultos racistas em solo espanhol, a atuação da então ministra foi imediata.

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Brasília (DF), 07/12/2025 – A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, durante ato do Levante Mulheres Vivas, na área central de Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao lado do ministério das Relações Exteriores e da Justiça, ela acionou o governo espanhol e as autoridades esportivas europeias, exigindo punições severas e impulsionando a assinatura de um acordo bilateral inédito entre Brasil e Espanha para o combate ao racismo e à xenofobia no esporte.

A partir daí, sob a sua gestão no ministério da Igualdade Racial, a agenda “Esporte sem Racismo” virou prioridade através de protocolos assinados junto à CBF, construindo mecanismos práticos para paralisar partidas e punir torcidas em casos de discriminação.

Estados Unidos revogam ingressos de torcedores iranianos às vésperas da Copa do Mundo

A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) denunciou, nesta terça-feira (9), que a cota de ingressos destinada aos torcedores do país para a Copa do Mundo foi retirada pelo governo dos Estados Unidos. A medida ocorre a dois dias da abertura oficial da competição, agendada para esta quinta-feira (11).

O cancelamento atinge a cota regulamentar de 8% das entradas que cabiam à federação iraniana para distribuição, inviabilizando o acesso do público que planejou o deslocamento para apoiar a sua seleção.

De acordo com o posicionamento oficial emitido pela FFIRI, a barreira imposta pelo governo norte-americano penaliza diretamente os cidadãos que agiram em conformidade com as diretrizes organizacionais do torneio.

Isso acontece apesar do fato de que muitos torcedores iranianos, confiando no processo oficialmente anunciado, já haviam feito os planos necessários para comparecer aos jogos”, manifestou a entidade em nota oficial.

A situação da seleção iraniana nos EUA

Se a torcida foi barrada antes mesmo de embarcar, a delegação de atletas do Irã enfrentará uma rotina operacional sem precedentes na história das competições internacionais.

Embora os 26 jogadores convocados tenham recebido autorização legal para cruzar a fronteira e disputar os confrontos da fase de grupos, o governo de Donald Trump proibiu a permanência continuada do time em solo norte-americano.

Na prática, a equipe do Irã será obrigada a se retirar dos Estados Unidos imediatamente após o encerramento de cada partida.

Governo Trump nega entrada de árbitro somali escalado para a Copa do Mundo

Omar Artan, que teve entrada negada nos EUA, foi condecorado com o prêmio de Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol

O árbitro de futebol Omar Artan, cidadão da Somália devidamente escalado para trabalhar na edição da Copa do Mundo de 2026, teve sua entrada vetada pelas autoridades norte-americanas.

O impedimento ocorre mesmo com o profissional portando a documentação e o visto regularizados para o ingresso em território norte-americano.

Esse episódio somado aos demais casos, como o da seleção iraniana, iraquiana, ou até mesmo da seleção suiça, que embarcou sem atacante por ter visto negado, são reflexos da política externa discriminatória adotada pelo governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump.

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