Nesta terça (16), a atual campeã mundial, a Argentina enfrenta a Argélia. A partida está marcada para às 22h (horário de Brasília), em Kansas City (EUA), pela primeira rodada do Grupo J. Acompanhe tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.
Fechando a programação da terça-feira, a atual campeã mundial inicia sua caminhada rumo à defesa do título.
Onde assistir? A transmissão da partida será exclusiva da Cazé TV.
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Argentina tenta evitar tropeços históricos em estreias
A equipe comandada por Lionel Scaloni chega ao Mundial depois de conquistar a Copa América de 2024 e terminar as Eliminatórias Sul-Americanas na primeira colocação.
Apesar do favoritismo, existe um retrospecto que incomoda os argentinos. Nas duas Copas disputadas após os títulos de 1978 e 1986, a seleção estreou com derrota.
Agora, o objetivo é começar a campanha de forma diferente.
Messi será novamente o centro das atenções. Aos 39 anos, o camisa 10 inicia sua sexta participação em Mundiais e amplia ainda mais sua condição de referência histórica da competição.
Scaloni procurou transmitir tranquilidade antes da estreia.
“Temos a experiência do último Mundial. Não é fundamental o primeiro jogo, mais à frente é mais importante. Estamos confiantes.”
Além de Messi, a Argentina aposta em nomes como Lautaro Martínez, Enzo Fernández, Mac Allister e Emiliano Martínez.
Messi têm 13 gols em Copas
Messi chega ao torneio com 13 gols em Copas do Mundo e, junto com Mbappé, é um dos jogadores que têm chances de bater o recorde do alemão Klose, que tem 16.
O argentino também detém o recorde de maior número de partidas disputadas na competição, com 26 jogos. A estreia diante da Argélia marcará sua sexta participação em Mundiais, feito que será igualado apenas por Cristiano Ronaldo quando Portugal entrar em campo.
Além dos gols, Messi possui outro feito relevante: é o único jogador da história a registrar assistências em cinco edições diferentes da Copa do Mundo.
Provável escalação da Argentina
Dibu Martínez; Molina, Otamendi, Cuti Romero e Medina; De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández; Almada, Messi e Lautaro Martínez.
Argélia entra na Copa com 16 jogadores que nasceram fora do país
A Argélia disputa sua quinta Copa do Mundo e tenta repetir a campanha de 2014, quando avançou para as oitavas de final.
A equipe chega embalada por resultados positivos nos amistosos preparatórios, incluindo vitória sobre a Holanda e goleada diante da Bolívia.
O principal destaque é Riyad Mahrez. Aos 35 anos, o capitão segue como principal referência técnica do elenco.
Outro nome que chama atenção é Luca Zidane, filho do ex-craque francês Zinedine Zidane.
A seleção africana encara o desafio de enfrentar uma das favoritas ao título logo na estreia.
Argélia leva à Copa uma seleção marcada pela diáspora e pela história de resistência
A estreia da Argélia na Copa do Mundo de 2026 diante da Argentina reúne muito mais do que um confronto esportivo.
A equipe africana chega ao torneio carregando uma trajetória profundamente ligada à história do país, à luta anticolonial e à formação de uma diáspora que hoje influencia diretamente a composição de sua seleção nacional.
Dos 26 jogadores, 16 nasceram fora da Argélia
Dos 26 jogadores convocados para o Mundial, 16 nasceram fora da Argélia. Entre eles, 13 nasceram na França, antiga potência colonial que controlou o território argelino por 132 anos.
O elenco também conta com atletas nascidos na Alemanha, Inglaterra e outros países europeus.
A presença desses jogadores reflete os movimentos migratórios que marcaram a história do país nas últimas décadas.
Muitos são filhos ou netos de argelinos que migraram para a Europa, especialmente para a França, em busca de trabalho e melhores condições de vida.
Embora tenham crescido em outros países, optaram por defender a seleção ligada às origens de suas famílias.
Mahrez lidera geração formada entre dois continentes

O principal nome da equipe é o capitão Riyad Mahrez. Nascido na França, o atacante construiu carreira de destaque no futebol europeu, especialmente durante sua passagem pelo Manchester City, da Inglaterra.
Ao lado dele estão outros atletas que fizeram toda a formação esportiva em território francês, como Amine Gouiri, atualmente no Olympique de Marselha, e Farès Chaïbi, meia do Eintracht Frankfurt, da Alemanha.
Outro exemplo é o zagueiro Aïssa Mandi, um dos remanescentes da campanha da Copa de 2014, quando a Argélia alcançou as oitavas de final pela primeira vez.
Goleiro Luca Zidane
O caso mais simbólico talvez seja o do goleiro Luca Zidane. Filho do ex-craque francês Zinedine Zidane, campeão mundial em 1998, ele nasceu na França, atuou pelas seleções de base francesas e construiu sua carreira no futebol espanhol.
Em 2025, aceitou defender a seleção do país de seus avós e rapidamente ganhou espaço no elenco principal.
Além dos atletas nascidos na França, a equipe também conta com Ibrahim Maza, uma das promessas da nova geração. O meia nasceu em Berlim, na Alemanha, e atualmente atua pelo Bayer Leverkusen.
Futebol e luta pela independência caminharam de mãos dadas na Argélia
A relação entre futebol e política faz parte da própria origem da seleção argelina.
Durante a luta pela independência contra o domínio francês, a Frente de Libertação Nacional (FLN) utilizou o esporte como instrumento de mobilização internacional.
Em 1958, ainda antes da independência formal do país, foi criada uma seleção não oficial composta por jogadores argelinos que atuavam em clubes franceses.
Mohamed Boumezrag, um ex-jogador argelino que jogou no futebol francês foi um dos que impulsionaram esse moimento.
Diversos atletas, como Rachid Mekhloufi e Mustapha Zitouni, abandonaram carreiras promissoras na França para integrar a equipe ligada ao movimento independentista. Desses jogadores, alguns eram até mesmo cotados para disputar a Copa do Mundo daquele ano.
Durante quatro anos, a equipe da FLN percorreu diversos países realizando partidas amistosas e divulgando internacionalmente a causa da independência argelina. O grupo disputou 92 partidas, com 65 vitórias.
Após o fim da guerra e a independência conquistada em 1962, aquela seleção deu lugar à equipe nacional oficialmente reconhecida.
Por isso, para muitos historiadores do esporte, a seleção argelina é uma das poucas do mundo cuja origem está diretamente ligada a um processo de libertação nacional.
A vitória que mudou a história das Copas
A Argélia também ocupa um lugar importante na história dos Mundiais.
Na Copa de 1982, disputada na Espanha, a seleção africana derrotou a Alemanha Ocidental por 2 a 1 na fase de grupos. Foi a primeira vez que uma equipe africana venceu uma seleção europeia em uma Copa do Mundo.
Mesmo com o resultado histórico, os argelinos acabaram eliminados após um episódio que ficou conhecido como “Vergonha de Gijón”. Alemanha Ocidental e Áustria entraram em campo sabendo exatamente do resultado necessário para que ambas avançassem.
Após o gol alemão no início da partida, as duas equipes praticamente deixaram de atacar, mantendo o placar de 1 a 0 até o apito final. O resultado eliminou a Argélia e provocou protestos em todo o mundo.
O episódio levou a FIFA a adotar uma mudança permanente no regulamento: desde então, os jogos da última rodada da fase de grupos passaram a ser disputados simultaneamente.
Provável escalação da Argélia
Zidane; Belghali, Mandi, Bensebaini e Ait-Nouri; Boudaoui, Maza e Bentaleb; Gouiri, Mahrez e Amoura.
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