Notícias

Crise na saúde de Canoas: Cremers pede intervenção estadual no Hospital de Pronto Socorro

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) acionou o Ministério Público, nesta quinta-feira (5), para solicitar a intervenção estadual no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC). O motivo foi a demissão em massa de funcionários do hospital na quarta-feira (4), quando a Prefeitura de Canoas anunciou a extinção do termo de colaboração com o Instituto Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (IAHCS), responsável pela gestão do HPSC. A parceria, vencida em 27 de março, não havia sido renovada pelo município.

A Prefeitura de Canoas informou que os atendimentos de emergência do HPSC serão mantidos pela equipe do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), unidade onde vem funcionando o Pronto Socorro desde a enchente de 2024. Durante a calamidade, o HPS chegou a ficar com todo o andar térreo submerso.

“Há meses, o Cremers tem denunciado a crise da saúde no município e tomado todas as medidas possíveis, dentro de suas atribuições legais, para encaminhar soluções. Apesar desses insistentes esforços, a situação, especialmente no HPS e no HNSG, atingiu um ponto de colapso intolerável, resultando em desassistência, insegurança e risco à vida. Neste momento, a intervenção é uma medida inadiável e um caminho para restaurar a ordem e a eficiência”, diz a nota publicada pela entidade.

Já o município informou que a emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças segue funcionando normalmente. “Todos os atendimentos de urgência e emergência estão mantidos, com acolhimento e assistência integral aos pacientes que necessitarem de cuidados imediatos. O serviço de trauma também está sendo prestado no Hospital Nossa Senhora das Graças, substituindo o atendimento antes realizado no Hospital de Pronto Socorro”, diz uma publicação da Prefeitura de Canoas nas redes sociais.

Funcionários demitidos

Os 600 funcionários demitidos do HPSC receberam, nesta sexta-feira (6), o salário referente ao mês de maio. Os valores rescisórios, no entanto, têm prazo de dez dias. O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), que representa os médicos demitidos, informou que houve alguns repasses referentes às rescisões, mas com valores muito abaixo do previsto.

A entidade está em audiência judicial, desde as 14h, com representantes da Prefeitura. Até a publicação desta matéria, não havia sido feita nenhuma proposta por parte do município. “Apenas uma promessa de que o Hospital Nossa Senhora das Graças faria a absorção, mas nada oficialmente até agora à categoria”, informou o sindicato.

Na tarde de ontem (5), o Sindisaúde, que representa os demais profissionais da saúde, se reuniu com o prefeito Airton Souza (PL) para pleitear novo vínculo aos trabalhadores.

Ao Sul21, a Secretaria da Saúde de Canoas informou que “o HNSG já absorveu boa parte dos enfermeiros e médicos. Não o pessoal do administrativo”.

O IAHCS era responsável por 603 colaboradores do HPSC, sendo 75 médicos efetivos no hospital, conforme levantamento de Zero Hora.

O post Crise na saúde de Canoas: Cremers pede intervenção estadual no Hospital de Pronto Socorro apareceu primeiro em Sul 21.