O presidente cubano Miguel Díaz-Canel reiterou nesta quinta-feira (26/02) que sua nação se defenderá contra qualquer “agressão terrorista e mercenária que busque minar sua soberania e estabilidade nacional”. A declaração ocorre um dia após Havana confirmar a morte de quatro pessoas que navegavam ilegalmente em águas perto da ilha, a bordo de uma lancha registrada na Flórida.
“Cuba não ataca nem ameaça. Já afirmamos isso repetidamente e reiteramos hoje: Cuba se defenderá com determinação e firmeza contra qualquer agressão terrorista ou mercenária que busque afetar sua soberania e estabilidade nacional”, escreveu o mandatário.
#Cuba no agrede, ni amenaza.
Lo hemos planteado en reiteradas ocasiones y lo ratificamos hoy:
Cuba se defenderá con determinación y firmeza frente a cualquier agresión terrorista y mercenaria que pretenda afectar su soberanía y estabilidad nacional. https://t.co/2g3b28fktl
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) February 26, 2026
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do país, Bruno Rodriguez, denunciou que Cuba historicamente enfrentou inúmeras infiltrações agressivas dos Estados Unidos desde 1959.
“Uma investigação minuciosa está em andamento para esclarecer os fatos”, disse o chanceler. “A defesa do litoral cubano, do território nacional e da segurança nacional é um dever incontornável”.
Cuba ha debido enfrentar numerosas infiltraciones terroristas y agresivas procedentes de #EEUU desde 1959, con un alto costo en vidas, heridos y daños materiales.
Se lleva a cabo una investigación rigurosa para esclarecer los hechos.
La defensa de las costas cubanas, del… pic.twitter.com/ubVCD9Q11y
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) February 26, 2026
O Partido Comunista de Cuba (PCC) destacou que “atos de terrorismo e sua promoção são contrários ao direito internacional e as normas cubanas os punem severamente”, acrescentando que a soberania nacional é “sagrada” e defendê-la é um ato de “honra”.
As declarações respondem a um confronto armado que ocorreu na última quarta-feira (25/02), ao norte de Villa Clara. O Ministério do Interior de Cuba informou que a Guarda Costeira interceptou uma lancha rápida com registro na Flórida, dos Estados Unidos, cujos tripulantes abriram fogo contra as tropas cubanas quando elas se aproximavam do barco para identificá-lo.
A pasta confirmou que o incidente resultou em um oficial cubano ferido, quatro agressores mortos e seis feridos, que receberam assistência médica após serem capturados. Investigações posteriores constataram que se tratava de uma “infiltração com fins terroristas” e que todos eram “cubanos residentes nos Estados Unidos” com “histórico de atividades criminosas e violentas”.
(*) Com Telesur
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