O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reiterou neste sábado (21/02) sua oposição às acusações infundadas de Washington, que afirma que o país caribenho representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA.
“Cuba não representa nenhuma ameaça para nenhum país. Nossa política externa é pacífica e fraterna, comprometida com a paz, a amizade e a cooperação. Respeita o direito internacional e a Carta das Nações Unidas. Não ataca, ameaça ou interfere nos assuntos internos de outros Estados”, afirmou Rodríguez na rede social X.
“É inconcebível que a maior e mais agressiva potência econômica, militar e tecnológica do mundo tenha recorrido ao pretexto difamatório de alegar que se sente ameaçada por uma nação do tamanho de Cuba”, conclui a publicação.
#Cuba poses no threat whatsoever to any country. Ours is a peace-loving and fraternal foreign policy committed to peace, friendship and cooperation. It respects International Law and the United Nations Charter.
It does not attack, threatens or interferes in the internal affairs… pic.twitter.com/3RuKwr8hkV
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) February 21, 2026
A Rússia continuará a apoiar Cuba
Esta semana, Bruno Rodríguez reuniu-se com o presidente russo Vladimir Putin e com o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, durante uma visita de trabalho a Moscou. O Kremlin informou que um dos temas discutidos durante o encontro com o líder russo foi a ajuda a Cuba.
Putin, por sua vez, descreveu as novas sanções impostas à ilha como “inaceitáveis” e reiterou que Moscou “sempre apoiou” Cuba em sua luta pela independência e pelo direito de trilhar seu próprio caminho de desenvolvimento.
O Ministro das Relações Exteriores da Rússia também enfatizou que seu país continuará apoiando Cuba na defesa de sua soberania e segurança, ressaltando que essa cooperação não representa nenhuma ameaça aos Estados Unidos ou a qualquer outro país.
Por sua vez, o próprio Rodríguez agradeceu a Moscou pelo seu “apoio inabalável” diante do bloqueio e do embargo energético que seu país enfrenta. O ministro das Relações Exteriores destacou a “natureza histórica e fraterna” das relações bilaterais entre os dois países, bem como o compromisso de Havana em continuar fortalecendo-as “em todos os setores”.
Ameaças de Trump a Cuba
Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando “estado de emergência nacional” em resposta à alegada “ameaça incomum e extraordinária” que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança dos Estados Unidos e da região.
Com base nessas medidas, foram anunciadas tarifas para os países que vendem petróleo para a nação caribenha, juntamente com ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contrariamente à ordem executiva da Casa Branca. Mais tarde, o ocupante da Casa Branca reconheceu que sua administração estava em contato com Havana e indicou que pretendiam chegar a um acordo, embora tenha descrito o país caribenho como uma “nação em declínio” que “já não depende da Venezuela” para apoio.
Essas declarações surgem em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com inúmeras medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.
“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos. Cuba não ataca; ela é atacada pelos EUA há 66 anos, e não ameaça; ela se prepara, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue”, declarou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.
Todas as acusações infundadas de Washington foram sistematicamente rejeitadas por Havana, que advertiu que defenderá sua integridade territorial.
O post ‘Cuba não ameaça ninguém’, diz chanceler ao rebater acusações dos EUA apareceu primeiro em Opera Mundi.