Quatro membros da delegação iraniana na Copa do Mundo venceram recursos contra a rejeição de seus vistos para ingressar no território dos Estados Unidos, de acordo com a emissora britânica BBC no sábado (13/06). Entretanto, outros 11 integrantes da equipe não poderão viajar ao país governado por Donald Trump durante os jogos de sua nação.
Na semana passada, o treinador iraniano Amir Ghalenoei criticou, em entrevista, a recusa dos Estados Unidos de conceder vistos a 15 membros da comissão técnica e administrativa da equipe. “Após a situação dos jogadores e da comissão técnica ter sido resolvida, fomos informados de que alguns membros da comissão administrativa, nosso diretor e nosso assessor de imprensa não poderiam participar do torneio”, explicou.
A seleção iraniana de futebol obteve vistos norte-americanos para participar do campeonato mundial, no entanto, no dia de sua chegada, foram impostas limitações: não lhes foi concedido o direito de pernoitar no país, de acordo com Abolfazl Pasandideh, embaixador iraniano no México.
Dessa forma, o Irã transferiu sua base para o México. De acordo com a BBC, dez membros da delegação iraniana com vistos negados enviaram novas solicitações após chegarem no território mexicano.

Tasnim
Quatro desses recursos foram bem-sucedidos. Entre os seis rejeitados estão o presidente da Federação de Futebol do Irã (FFIRI), Mehdi Taj, um dos vice-presidentes da federação, dois administradores de equipes responsáveis pelas operações diárias, um oficial de mídia e um oficial de segurança, detalha o veículo, acrescentando que “um segundo agente de mídia optou por não solicitar novamente o visto após a rejeição inicial”.
A seleção iraniana estreia na Copa enfrentando a Nova Zelândia na segunda-feira (15/06), em Los Angeles. Os jogadores devem retornar à cidade para jogar contra a Bélgica em 21 de junho e, em seguida, contra o Egito em Seattle em 26 de junho.
A alocação de ingressos para torcedores na fase de grupos do torneio também foi revogada por autoridades norte-americanas no início desta semana, embora a FIFA tenha alegado estar trabalhando para “maximizar as oportunidades para os torcedores iranianos assistirem aos jogos”.
Entre as dez condições apresentadas inicialmente pela FFIRI, estavam a permissão para que jogadores, treinadores e oficiais que tenham cumprido o serviço militar no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) pudessem participar na Copa. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que os jogadores seriam bem-vindos, mas destacou que aqueles ligados ao IRGC poderiam enfrentar restrições.
(*) Com Telesur
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