Apesar da criação de 1,7 milhão de empregos com carteira e do desemprego e no aumento recorde da massa salarial, as desigualdades entre mulheres e homens no mercado de trabalho permanecem inabaláveis. O boletim especial publicado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) neste sábado (8) aponta que as mulheres continuam com as maiores taxas de desemprego, os menores salários e ainda acumulam tarefas domésticas, incluindo atividades relacionadas aos cuidados de outras pessoas, atribuição que muitas ainda realizam além dos limites dos próprios lares, como trabalho remunerado.
Ao mesmo tempo, desde 2022, elas passaram à frente dos homens na chefia dos lares brasileiros, tornando-se responsáveis por 52% dos domicílios. Nos lares monoparentais, aqueles onde apenas um adulto vive com os filhos, sem a presença de um cônjuge, a chefia feminina chegava a 92%.
Os dados são do 3º trimestre de 2024, obtidos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PnadC-IBGE).
As mulheres são penalizadas com mais responsabilidades e tempo dedicado às tarefas domésticas.

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