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Disputa é sobre modelo de país que a gente deseja, diz Lula ao encerrar campanha

Um verdadeiro mar de gente varreu a avenida Paulista, em São Paulo, de ponta a ponta neste sábado (24) para o último ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A caminhada marcou também sua provável despedida das disputas eleitorais, já que Lula completará 81 anos na próxima terça-feira (27).

Estimativas da imprensa indicam um público de dois milhões de pessoas, um dos maiores já verificados no local. A avenida ficou lotada nos dois sentidos e por vários quarteirões desde o Paraíso até a Consolação. Conforme as imagens aéreas, praticamente não havia espaços vazios e travessa da Paulista também estavam ocupadas. Homens e mulheres, adultos, jovens, idosos e crianças participaram pacificamente do ato, marcado pela alegria e a emoção.

Foto: Ricardo Stuckert

Antes de se dirigir à manifestação, Lula fez breve coletiva de imprensa, na qual salientou: “a sociedade brasileira quer mudança, mas quer mudança estrutural, que faça o País continuar caminhando para a frente, no rumo certo”.

Ao falar sobre as centenas de mobilizações que reuniram milhares de pessoas por todo o País e nas redes socais, especialmente a partir do segundo turno, Lula salientou: “Há muitos anos, mesmo os mais velhos que fazem campanha política, não viam uma movimentação da sociedade como temos visto neste segundo turno”.

Foto: Ricardo Stuckert

“Trabalhamos muito para convencer as pessoas que não foram votar, que anularam ou estão indecisas porque o que está em disputa não é um homem contra outro homem. É o modelo de país que a gente deseja. É o futuro da nossa nação que estamos construindo”, acrescentou.

Ele agradeceu pela “generosidade do povo brasileiro” e pela “compreensão em relação ao momento político que estamos passando” e concluiu: “Todos que estão aqui amam a democracia e amam o Brasil”.

Sem condições

Em outro momento, Lula afirmou que a sociedade brasileira “não quer retrocesso” e “não vai aceitar uma pessoa que não tem sensibilidade com a morte de uma menina de 5 anos e que ajudou quem a matou a não ser preso. Uma pessoa dessas não tem condições políticas, morais e éticas para chegar à presidência da República”.

Lula disse ainda jamais imaginar que, um dia, teria de disputar as eleições “com um mentiroso, miliciano, um desqualificado”, que “não tem nenhum compromisso com a verdade. Ele mente com a maior desfaçatez, não tem nenhuma responsabilidade ou sentimento; ele diz uma coisa hoje, e amanha diz outra. Só no caso do Vorcaro, ele já mentiu umas 50 vezes”.

Foto: Ricardo Stuckert

O número não é uma “força de expressão”. A agência de checagem Aos Fatos listou ao menos 43 declarações enganosas do senador sobre o caso Dark Horse/Master somente entre maio e setembro, e identificou ao menos cinco estratégias desinformativas usadas por ele para tentar se desvencilhar do escândalo.

O presidente também afirmou que “esta eleição é um ato de pessoas que se preocupam com o País, que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas e que não querem permitir que um miliciano vá para o Palácio do Planalto”.

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