
A liberação de 3,5 milhões de páginas pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) trouxe novos detalhes sobre o esquema de tráfico sexual orquestrado por Jeffrey Epstein. O presidente Donald Trump, de 79 anos, surge como uma das figuras centrais nas menções, aparecendo centenas de vezes nos registros. Embora a maioria das citações não sejam provas formais, os arquivos contêm alegações graves.
Uma delas remonta a 1990-1991, em Nova Jersey, onde uma denunciante anônima afirma ter sido abusada por Trump quando tinha 13 anos. Segundo o relato, a vítima teria reagido fisicamente ao ato, o que resultou em uma agressão por parte do atual presidente. Outra denúncia aponta para um esquema de tráfico sexual entre 1995 e 1996 no Trump National Golf Club, na Califórnia, que envolveria orgias com jovens e modelos da Victoria’s Secret, supostamente organizadas por Epstein ao lado de Ghislaine Maxwell, Bill Clinton e o apresentador Robin Leach. Trump nega veementemente as acusações, e o FBI classificou os relatos como “não verificados” por falta de evidências físicas ou testemunhas corroboradas.
O mundo de orgia e a morte de Epstein
Jeffrey Epstein, que foi preso e morreu em sua cela em 2019, é descrito nos documentos como o facilitador de um “mundo de orgias” em propriedades de luxo e em sua ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas. O material detalha o recrutamento de mulheres para satisfazer uma casta poderosa. Apesar do impacto dos relatos, o DOJ ressalta que o acervo é composto majoritariamente por pistas e indícios não verificados, sem provas materiais concretas.
A elite americana nos e-mails
Os arquivos revelam trocas de mensagens e registros de viagens envolvendo figuras proeminentes da elite global:
Bill Clinton: citado em manifestos de passageiros e registros fotográficos; testemunhas alegam que Epstein comentava sobre a preferência do ex-presidente por mulheres jovens.
Bill Gates: e-mails de 2013 discutem encontros e pedidos de medicamentos antivirais; a fundação do empresário classificou as alegações como “absurdas”.
Elon Musk: mensagens sobre agendas na Flórida e questionamentos sobre festas na ilha; Musk nega ter visitado o local ou aceitado convites.
Steve Tisch: e-mails sugerem o recrutamento de mulheres; o empresário afirma que as conversas tratavam de investimentos e mulheres adultas.
Ausência de provas e investigações
Embora a divulgação cumpra a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, o DOJ enfatiza que não foram encontradas provas materiais, como vídeos ou DNA, que comprovem crimes cometidos pelas figuras citadas.
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