Notícias

Eduardo Bolsonaro acumula derrotas em série em um ano de exílio e fuga aos EUA

Desde que se instalou nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro passou a se apresentar como “perseguido político”. Em vídeos, diz ter orgulho da própria cassação e afirma estar se protegendo de supostas arbitrariedades no Brasil. O problema é que, fora do discurso, os fatos insistem em desmenti-lo — e em sequência acelerada.

Cassação antes do previsto

A mais recente derrota veio de casa. O mandato de Eduardo foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara mais de dois meses antes do que ele próprio projetava. A expectativa era ganhar tempo com recursos e manobras regimentais, mas o desfecho foi rápido e pouco glorioso. Soma-se a isso o congelamento de emendas parlamentares, agravando seu isolamento político.

Washington não atendeu a ligação

A aposta de que teria influência real junto ao governo Trump também se mostrou ilusória. A prisão de Jair Bolsonaro gerou, da Casa Branca, apenas um lacônico “é uma pena”. Nada de sanções, nada de crise diplomática. As tarifas de 50% defendidas por Eduardo e aliados simplesmente caíram. E a temida sanção global Magnitsky contra Alexandre de Moraes — vendida como inevitável — foi retirada após poucos meses.

A bandeira que caiu sozinha

Talvez o maior tropeço tenha sido justamente o que Eduardo dizia ser impossível de acontecer: a reversão da pressão internacional contra o ministro do STF. O mesmo Eduardo que afirmava que essa sanção não cairia em “menos de dez anos” assistiu à própria profecia ruir em silêncio.

Presidenciável por alguns meses

No campo interno da família, o roteiro também não ajudou. Eduardo deixou de ser o “Bolsonaro presidenciável” e perdeu espaço para Flávio. A ideia de disputar a Presidência a partir do exterior virou anedota política antes mesmo de virar projeto.

Lula, Trump e o vexame diplomático

Enquanto isso, Lula conseguiu neutralizar, junto aos EUA, a tentativa bolsonarista de enquadrar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. A pauta, central para Eduardo e Flávio em 2026, saiu esvaziada. Ironia adicional: o presidente que Eduardo tentou isolar foi quem dialogou e produziu resultado.

Inelegibilidade no horizonte

O cenário jurídico tampouco anima. A condenação no Supremo é tratada como provável, o que tornaria Eduardo inelegível. Ele próprio admite que pode ser preso caso retorne ao Brasil. Para completar o quadro, um de seus principais aliados nos EUA, Sóstenes Cavalcanti, líder do PL na Câmara, virou alvo de operação da Polícia Federal.

Um ano perdido

Depois de quase um ano nos Estados Unidos, fazendo lobby por anistia ao pai e apostando na pressão internacional contra o Brasil, Eduardo chega ao fim do período com o saldo negativo: sem mandato, sem influência externa, sem protagonismo interno e cercado de riscos jurídicos.

O que sobra

Resta-lhe a narrativa da perseguição política e a tentativa de manter articulações internacionais com a extrema direita. É pouco para quem prometeu muito. Não se decreta morte política com facilidade, mas, no caso de Eduardo Bolsonaro, os caminhos foram estreitados por decisão própria — e os resultados, até aqui, beiram o constrangedor.

O post Eduardo Bolsonaro acumula derrotas em série em um ano de exílio e fuga aos EUA apareceu primeiro em Vermelho.