
Mais de 7,3 milhões de israelenses vão às urnas nesta terça-feira (27) para escolher os 120 integrantes do Knesset, o Parlamento do país. A eleição pode definir se o primeiro-ministro e criminoso de guerra Benjamin Netanyahu permanece no poder após o genocídio perpetrado em Gaza.
É o primeiro pleito geral desde o início do massacre da população palestina no enclave.
Os israelenses não elegem diretamente o primeiro-ministro. O resultado das urnas define a composição do Parlamento, e o governo depende de uma coalizão com ao menos 61 dos 120 assentos.
Pesquisas indicam uma disputa acirrada entre o Likud, partido de Netanyahu, e o Yashar, liderado pelo ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot. Nenhum dos campos deve alcançar sozinho a maioria.
Nesse cenário, os partidos árabes podem ser decisivos para a formação de um governo contrário a Netanyahu.
A participação chegou a 31,5% até o meio-dia, no horário local, o maior índice registrado para esse horário desde 1973.
Netanyahu e Ben-Gvir convocaram eleitores de direita a votar, destacando a alta participação nas comunidades árabes. O premiê disse que o comparecimento árabe estava elevado diante da baixa mobilização da direita; Ben-Gvir pediu votos para impedir que Israel fosse governado por lideranças árabes.
Dos 7,3 milhões de eleitores aptos, cerca de 1,2 milhão são palestinos com cidadania israelense; a maioria dos palestinos na Cisjordânia ocupada, em Jerusalém Oriental e em Gaza não pode votar.
As urnas fecham às 22h em Israel, 17h em Brasília. No encerramento da votação, devem ser divulgadas pesquisas de boca de urna, que estimam a distribuição das cadeiras, mas não são o resultado oficial.
A apuração começa em seguida, com parciais previstas para a noite desta terça-feira e a madrugada de quarta (28). O resultado oficial deve sair até 4 de novembro.
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