A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta quarta-feira (15/04), durante seu encontro com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Roma, que “um Ocidente dividido seria um presente para a Rússia”.
“A Itália pretende manter a sua parte para alcançar soluções comuns que protejam a soberania de Kiev e garantam a solidez da aliança euro-atlântica, porque um Ocidente dividido e uma Europa fragmentada seriam o maior presente que poderíamos dar a Moscou”, disse a premiê.
Durante a reunião, Meloni reforçou que Roma continuará exercendo a “pressão econômica no âmbito do G7 e da União Europeia contra a Federação Russa, que persiste em não demonstrar sinais concretos nas negociações [de cessar-fogo], além de realizar ataques contra civis e infraestrutura”.
A premiê italiana reforçou que o novo pacote de sanções da União Europeia tem como principal objetivo enfraquecer financeiramente a Rússia para limitar sua capacidade de continuar a guerra na Ucrânia.
“A Europa se prepara para implementar [contra Moscou], o que representa, sob esta perspectiva, um passo importante para reduzir ainda mais as receitas que alimentam a máquina de guerra russa”, frisou a líder italiana.
Já em relação ao pacote europeu de 90 bilhões de euros destinados a Kiev, porém bloqueado pela Hungria, Meloni confirmou que Roma seguirá trabalhando “para garantir o apoio financeiro decidido pelo Conselho da União Europeia, que é um instrumento fundamental para assegurar a sobrevivência da Ucrânia”.
“Uma crise financeira em Kiev também causaria danos incalculáveis para a Europa”, observou Meloni, revelando que discutiu com Zelensky a entrada do país no bloco comum, algo desejado pela Itália.

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Além disso, Meloni e Zelensky conversaram sobre como fortalecer a produção comum de drones, com o objetivo de ampliar a cooperação no setor de defesa. “A Itália tem grande interesse em desenvolver a produção conjunta, especialmente no setor de drones, no qual a Ucrânia se tornou uma nação líder nos últimos anos”, afirmou Meloni.
O chefe de Estado também acrescentou que suas equipes trabalharão nos detalhes do programa, além de “se empenharem em aumentar a interação entre os setores de defesa”.
“A colaboração entre nossas empresas do setor certamente agregará força, tecnologia e empregos a ambos os países”, destacou o mandatário.
Além disso, o mandatário ucraniano agradeceu a recepção no Palácio Chigi e o “respeito” italiano por sua nação, que há mais de dois anos foi invadida pela Rússia. “Quero agradecer em particular pelo respeito pelo nosso Estado, pela nossa independência, pela nossa integridade territorial e pelo nosso povo”.
(*) Com Ansa
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