Notícias

Em meio a novos ataques, TSE inicia campanha para combater desinformação nas eleições

Os ataques recentes ao sistema eleitoral brasileiro e às urnas eletrônicas, em narrativas de desinformação impulsionadas por figuras políticas ligadas ao campo da extrema direita, motivaram uma reação imediata e coordenada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Depois de publicar uma nota em resposta às fake news sobre as urnas eletrônicas propagadas pelo senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, o TSE decidiu ampliar as ações em defesa do sistema eleitoral brasileiro às vésperas do pleito.

Uma delas é a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que contará com demonstrações sobre o uso da urna, palestras, exposições e ações de combate à desinformação contra o sistema eletrônico de votação.

A partir desta segunda-feira (3), o TSE começa a realizar lives nas redes sociais para demonstrar o funcionamento de cada componente da urna. Durante a transmissão, o equipamento será aberto pelos técnicos do tribunal.

Também será lançada a campanha “Fato ou Boato – Viralizou” para esclarecer dúvidas sobre a veracidade de conteúdos que são publicados na internet.

A mobilização será encerrada no próximo domingo (9) na Corrida Pela Democracia, que será realizada em Brasília. A atividade esportiva pretende estimular a participação popular no processo eleitoral.

Boto fé

Outra medida anunciada pelo Tribunal envolve igrejas, comunidades de fé, organizações civis, educadores, comunicadores e à população em geral. Trata-se da campanha Boto Fé, criada para combater a circulação de mensagens falsas durante o período eleitoral, lançada no dia 30 de julho.

Por meio da iniciativa, organizações ecumênicas buscam fortalecer a circulação de informações confiáveis, incentivar o voto consciente e promover o compromisso com a verdade nas eleições deste ano.

A diretora executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) e integrante da campanha Sônia Mota destaca que a iniciativa, sob o tema “Eu escolho a verdade”, parte do reconhecimento de que as comunidades de fé são espaços estratégicos para a circulação de informações confiáveis e para o fortalecimento da democracia.