
O ex-deputado federal e estadual Eron Bezerra (PCdoB) apresentou uma condicionante para se inscrever como candidato na eleição indireta, na Assembleia Legislativa (ALE), para mandato-tampão ao Governo do Amazonas.
Ele diz que fará sua inscrição nesta quinta-feira (16), último dia de prazo, caso tenha assegurado o apoio do deputado estadual Sinésio Campos (PT), único voto na Federação PT-PCdoB-PV no colégio eleitoral.
“Se ele votar em mim, vou registrar a candidatura. Senão, não tenho por que registrar, apenas para fazer simbolicamente o registro, sem nenhuma possibilidade de obter êxito”, diz.
O dirigente do PCdoB afirma que é compreensível que outros deputados não votem nele, pois não há compromissos com sua candidatura. Agora, espera que tenha o voto do parlamentar da federação.
“Vou ligar para o deputado Sinésio. Nós fomos colegas no parlamento em alguns mandatos juntos, eu espero contar com o apoio dele e isso é a pré-condição para registrar minha candidatura”, disse.
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O ex-deputado explica que sua pré-candidatura possui três critérios básicos. “O primeiro deles é usar o mandato até o fim, não usar para fazer reeleição. Cumprir integralmente o mandato-tampão. Segundo, não permitir que a estrutura máquina seja usada para fazer campanha. E o terceiro presentar ideias estruturantes para soluções crônicas do Amazonas”, enumera.
“Em outras palavras, é fazer com que a disputa seja efetivamente democrática, sem interferência da máquina pública”, defende.
Entre as propostas, ele destaca a diversificação da economia. “Eu vou começar explicando como é que se faz diversificação de economia no estado para o interior, já que toda a economia está fundamentalmente concentrada em Manaus”, explica.
Ele diz que os municípios não têm energia, que é o principal insumo para toda e qualquer atividade econômica e industrial.
“O interior do Amazonas tem 140 quilowatts de potência instalada por pessoa. Não dá para acender uma lamparina. A média mundial é de 4 mil quilowatts, a média brasileira é de 3 mil quilowatts por pessoa”, argumenta.
Outro problema apresentado é a mobilidade. Segundo ele, não há como diversificar a economia, integrar o interior, sem rota regular de avião e sem hidrovia, um rio sinalizado.
“Como é que eu posso falar de mobilidade nas grandes cidades, tipo Manaus, por exemplo, que o trânsito está se tornando um verdadeiro caos e não vai melhorar”, diz.
Para resolver o problema, Eron propõe a construção de metrô na capital amazonense.
“É o que acontece no mundo inteiro, qualquer cidade com mais de um milhão de habitantes, você só resolve o problema da mobilidade urbana com metrô, não tem outro caminho”, afirma.
Para a segurança, ele propõe gastos substanciais para contratação de pessoas. “A direita faz demagogia com esse tema. Defende o combate à violência e o estado mínimo, que impede a contração de mais pessoas para segurança, saúde e educação”, finaliza.
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