
Um esquema de lavagem de dinheiro para facções criminosas que movimentou ao menos R$ 100 milhões foi alvo da Operação Hawala, deflagrada nesta quarta-feira (15) pela Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro.
Até o momento, dez pessoas foram presas e 37 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Foz do Iguaçu.
De acordo com as autoridades, o esquema movimentou esse valor em recursos ilícitos, entre 2021 e 2024, e prestava serviços financeiros ao TCP (Terceiro Comando Puro). Além disso, ocultava valores do CV (Comando Vermelho) e do PCC (Primeiro Comando da Capital).
A Polícia Civil informou que “durante as apurações, os agentes identificaram uma possível conexão com um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda”. A hipótese dessa ligação está sendo investigada.
A Al Qaeda é uma organização classificada como terrorista, criada por Osama Bin Laden nos anos 1980 e conhecida pelos ataques às torres gêmeas em Nova York em 11 de setembro de 2001.
Ao longo das investigações, as autoridades descobriram uma empresa “multimarcas” sediada no Complexo do São Carlos e vinculada à cúpula do TCP, que vendia itens falsificados e recebia eletrônicos roubados.
A partir daí, foi encontrada uma rede de empresas de fachada, distribuídas em diferentes estados, usadas para escoar os ganhos do tráfico. O grupo também utilizava depósitos fracionados em dinheiro como forma de driblar mecanismos de controle.
Um grupo de empresários libaneses também foi identificado como como responsável por ampliar a circulação interestadual e internacional dos recursos ilícitos.
Com agências
(PL)
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