O governo dos Estados Unidos revelou que um exercício militar aéreo em conjunto com Chile e Argentina, que seria realizado na última terça-feira (11//08) em espaço aéreo próximo ao território brasileiro, acabou sendo adiado por tempo indeterminado.
De acordo com matéria da Folha de São Paulo, a demonstração, na qual participariam caças bombardeiros B-52, alguns dos mais poderosos da força aérea norte-americana, serviria como ato simbólico de reivindicação da influência de Washington sobre a região da América Latina.
Um indício dessas intenções seriam o fato de que a data inicial em que o exercício estava programado, a última terça-feira, foi o dia em que o Departamento de Estado norte-americano publicou um vídeo no qual afirmou que a predominância do país na América Latina “nunca mais será questionada”.
Atualmente, o governo do Brasil tem manifestado sua preocupação sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições presidenciais marcadas para o mês de outubro.
Meses atrás, o próprio Departamento de Estado norte-americano e seu titular, Marco Rubio, fizeram alusões sobre a preferência de Washington pela candidatura do representante de extrema direita Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em detrimento do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
Exercício adiado
Ainda segundo a Folha de São Paulo, o Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos justificou o adiamento alegando a necessidade de alterar a data “devido a outras exigências operacionais”, mas sem detalhar quais seriam essas exigências.

CENTCOM
Tampouco foi informado qual seria o novo dia em que o exercício se realizaria. A resposta não indicou a possibilidade de um cancelamento do evento.
O exercício tinha previsão de até 29 horas de duração e incluiria operações de deslocamento rápido de amplo poder de fogo.
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