Durante cerimônia em Washington, nesta sexta-feira (26/06), o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio anunciou a assinatura de um acordo alcançado com os governos do Líbano e de Israel, que prevê a transferência de territórios do sul libanês que estão atualmente sob o controle de Tel Aviv, e que passariam de volta ao controle de Beirute.
No entanto, o documento estabelece a criação de “linhas amarelas”, referentes a zonas militarizadas dentro do sul do Líbano, onde as forças israelenses continuarão exercendo controle, e que só serão devolvidas ao controle das forças libanesas quando Tel Aviv considerar que o grupo xiita Hezbollah foi “completamente desarmado”.
Segundo Rubio, o acordo significa “um marco para uma paz e uma segurança duradouras na região, sob a garantia da diplomacia norte-americana”.
Além do secretário de Estado, também estiveram presentes no anúncio do acordo o conselheiro do Departamento de Estado, Daniel Holler, considerado o principal negociador norte-americano no conflito; o embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter; e a embaixadora do Líbano nos Estados Unidos, Nada Hamadeh.
Reação de Tel Aviv
Curiosamente, a firma do documento ocorre dois dias depois de uma declaração do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmando que “não há planos de retirada (do Líbano)”, mesmo que os Estados Unidos exigissem tal medida.
Porém, a assinatura do documento foi celebrada pelo primeiro-ministro de Israel, o líder sionista Benjamin Netanyahu, que considerou o anúncio como “um golpe contra o Irã”.

Reprodução vídeo / Al Jazeera
Hezbollah ainda não se manifesta
Ainda não há uma declaração oficial do grupo xiita Hezbollah sobre o acordo anunciado entre os Estados Unidos e os governos do Líbano e de Israel.
Horas antes do evento encabeçado por Rubio em Washington, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, deu sua mais recente declaração, na qual afirmou que “Israel não tem outra opção a não ser retirar-se incondicionalmente do sul do Líbano”.
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