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EUA confirmam ‘ataques adicionais’ contra Irã após Trump afirmar fim do acordo de paz

Matéria atualizada às 18h02

Pelo menos oito explosões foram relatadas na noite desta quarta-feira (08/07) novamente em Bandar Abbas, cidade portuária do sul do Irã, perto do Golfo Pérsico, de acordo com a emissora estatal iraniana IRIB. Já a agência Mehr informou que também houve bombardeios na província de Bushehr, enquanto a IRNA reportou cortes de energia em Chabahar, ambas no sudoeste do Irã.

Em comunicado publicado na plataforma X, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês) confirmou a autoria dos “ataques adicionais” contra o Irã, argumentando que o objetivo é “degradar ainda mais sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”.

“Os Estados Unidos estão responsabilizando o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegam livremente por uma via navegável internacional vital”, acrescentou.

At the direction of the Commander in Chief, U.S. Central Command forces have started conducting additional strikes against Iran to further degrade their ability to threaten freedom of navigation in the Strait of Hormuz. The United States is holding Iran accountable for recent…

— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 8, 2026

Mais cedo, o governo do Irã havia ameaçado fechar o Estreito de Ormuz caso os Estados Unidos deflagrassem novos ataques contra a sua nação. De acordo com a apuração da emissora iraniana Press TV, Teerã atacaria alvos “inimigos” na proporção de pelo menos dois para um caso as ameaças feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump, durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), fossem concretizadas.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do comércio mundial de petróleo e responde por cerca de 20% do transporte global da commodity. A via foi reaberta recentemente após Teerã e Washington assinarem um memorando de entendimento no mês passado.

As mais recentes ameaças de Trump contra o país persa ocorreram na manhã desta quarta-feira em Ancara, durante a cúpula da OTAN. Segundo o presidente norte-americano, novos ataques ainda não haviam ocorrido porque o governo iraniano solicitou que nenhuma ofensiva fosse realizada no período das cerimônias fúnebres do ex-líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, que terminam nesta quinta-feira (09/07). Trump afirmou haver inicialmente concordado com o pedido.

As Forças Armadas dos Estados Unidos iniciaram uma série de bombardeios na noite anterior com o objetivo de “impor altos custos” à República Islâmica por supostamente atacar navios mercantes que transitavam pelo estreito. Em primeira mão, a mídia iraniana relatou explosões nas cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas, bem como nas ilhas de Qeshm e Jarg, onde se localiza a principal infraestrutura petrolífera da nação persa.

 

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IRGC divulga detalhes da retaliação

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) divulgou imagens da operação realizada contra bases militares dos Estados Unidos na região do Oriente Médio em resposta às violações norte-americanas, estas que alvejaram instalações costeiras e civis nas províncias iranianas de Hormozgan e Mahshahr.

A IRGC detalhou que a retaliação foi conduzida de forma conjunta pelas Forças Naval e Aeroespacial, que empregaram mísseis e drones para atingir 85 instalações militares estratégicas de Washington no Porto de Salman, sede da Quinta Frota, no Bahrein, e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. O comunicado também informou que um drone norte-americano MQ-9 foi abatido.

Na terça-feira (07/07), o Comando Central dos Estados Unidos conduziu uma nova ofensiva contra alvos militares no Irã que, segundo a TV estatal iraniana, resultou na morte de oito militares. De acordo com o órgão militar norte-americano, os ataques tiveram como objetivo principal retaliar pelo suposto ataque a navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz.

“As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) iniciaram uma série de ataques poderosos contra o Irã para impor pesados ​​custos por atacar e alvejar navios mercantes tripulados por civis inocentes em uma via navegável internacional”, disse a agência, em suas redes sociais.

O CENTCOM também afirmou que a operação visou enfraquecer a capacidade militar iraniana ao atingir sistemas de defesa aérea, centros de comando e controle, radares costeiros, instalações de mísseis antinavio e mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária. De acordo com Trump, a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, também esteve entre os alvos dos ataques norte-americanos.

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