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‘EUA estão incomodados porque Brasil não se curvou’, afirma Mauro Vieira sobre tarifaço

Em declaração feita nesta quinta-feira (16/07), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, classificou como “desmedidas” e “irrazoáveis” o tarifaço adicional de 25% anunciado pelo governo dos Estados Unidos contra uma lista de produtos brasileiros.

“Claramente o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações”, afirmou o chanceler brasileiro, ao comentar a medida anunciada pelo governo norte-americano nesta quarta-feira (15/07).

Vieira também criticou a exigência de Washington de que Brasília aceitasse uma “abertura total, irrestrita e exclusiva” de setores inteiros de sua economia para empresas dos Estados Unidos, situação que ele resumiu dizendo que “em outras palavras, exigiam a capitulação”.

Após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciar o encerramento da investigação sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil, a Casa Branca informou que o governo norte-americano impôs tarifas adicionais de 25% sobre os produtos brasileiros.

Ao justificar a medida, o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse que a decisão busca “proteger os interesses econômicos do país e garantir condições justas de concorrência para empresas e trabalhadores norte-americanos”.

Segundo o governo de Donald Trump, as novas tarifas aos produtos brasileiros entrarão em vigor a partir da próxima quarta-feira (22/07).

Rebatendo Rubio

Horas depois, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, comentou a decisão e tentou atribuir a responsabilidade pelo tarifaço ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Chanceler brasileiro repudiou declarações do secretário norte-americano Marco Rubio
Valter Campanato / Agência Brasil

“O presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé”, afirmou Rubio, que completou dizendo que as políticas econômicas do Brasil seriam supostamente “ruins para os norte-americanos e ruins para os brasileiros”.

O chanceler brasileiro Mauro Vieira considerou as declarações do chefe da diplomacia norte-americana ‘inaceitáveis e ofensivas’.

“Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o chefe de Estado de um país amigo (dos Estados Unidos)”, acrescentou Vieira.

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