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EUA marcam julgamento ilegal de Maduro para junho de 2027

A Justiça dos Estados Unidos marcou nesta quarta-feira (22) para 1º de junho de 2027 o julgamento do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, em um processo ilegal decorrente do sequestro do mandatário. 

A defesa informou que pedirá o arquivamento do processo, sustentando que Maduro possui imunidade por exercer o cargo de chefe de Estado e que a Justiça norte-americana não tem jurisdição para julgá-lo.

Segundo o cronograma definido pela Corte do Distrito Sul de Nova York, os próximos meses serão dedicados à análise de moções preliminares apresentadas pela defesa. A primeira fase discutirá questões de jurisdição, admissibilidade de provas e a alegada imunidade de Maduro, com audiência marcada para novembro deste ano.

Maduro e Flores respondem a acusações formuladas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, entre elas conspiração para narcoterrorismo e facilitação do transporte de drogas ao território norte-americano. Ambos se declararam inocentes.

O processo ocorre após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos em 3 de janeiro, quando forças norte-americanas capturaram Maduro em Caracas e o transferiram para Nova York.

A ação foi duramente condenada pelo governo venezuelano e por aliados internacionais, que a classificaram como uma violação da soberania do país e do direito internacional.

Desde a primeira audiência, realizada em janeiro, os advogados de Maduro sustentam que a captura foi ilegal e que um chefe de Estado em exercício não pode ser submetido à jurisdição criminal de outro país. 

A defesa também questiona a legalidade da operação que resultou na transferência do presidente venezuelano para território norte-americano.

De acordo com o cronograma judicial, uma segunda rodada de moções deverá ser apresentada no início de 2027. Somente após a conclusão dessas etapas preliminares o julgamento será iniciado, em junho do próximo ano, caso o tribunal rejeite os pedidos da defesa.

Enquanto o processo avança nos Estados Unidos, a vice-presidente Delcy Rodríguez segue à frente da administração venezuelana.

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