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EUA pressionam aliados para impedir debate na ONU sobre bloqueio a Cuba, diz jornal

Um artigo da revista The Nation revelou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos, sob instruções de Marco Rubio, teria sentado um telegrama diplomático às suas embaixadas para pressionar governos ao redor do mundo e impedir que a ONU debatesse a agressão econômica contra Cuba.

O documento vazado confirma o que Havana vem denunciando: Washington não só mantém o bloqueio, o embargo energético e as sanções financeiras, como também tenta silenciar o debate internacional sobre suas consequências humanitárias.

Segundo o artigo, o telegrama instrui as embaixadas dos EUA a pressionarem seus países anfitriões para que se opusessem ao debate solicitado por Cuba na Assembleia Geral da ONU na próxima terça-feira (07/07). Caso o debate ocorra, os Estados Unidos pedem a seus aliados que ataquem Cuba em seus discursos, acusando-a de incompetência, corrupção e fracasso econômico, e que evitem atribuir a culpa da crise ao embargo.

Dessa forma, o governo norte-americano pede que esses países sejam “extremamente cautelosos” em suas intervenções e os adverte de que comentários favoráveis a Cuba podem gerar “atrito” em suas relações bilaterais com os Estados Unidos.

O jornal The Nation observa que a Assembleia Geral da ONU condenou esmagadoramente o bloqueio contra Cuba em 31 votações consecutivas. No entanto, o governo Trump agora tenta impedir que o assunto seja sequer debatido, porque sabe que a maioria do mundo rejeita essa política ilegal, cruel e extraterritorial.

O secretário de Estado, Marco Rubio, não deu detalhes da operação, mas disse que a meta é interceptar esse fluxo de drogas na região
Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio
Official State Department Freddie Everett

‘Cuba defenderá sua soberania contra uma agressão militar dos EUA’

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou que Cuba responderá firmemente a qualquer ato armado dirigido contra a nação caribenha e defenderá legitimamente sua soberania, em resposta às contínuas ameaças de invasão militar do governo Trump.

“Se houver um ataque, nosso povo responderá de forma unida em defesa da soberania. Não queremos guerra, mas também não temos medo de agressão (…) Estamos nos preparando para que não haja surpresa nem derrota”, disse Díaz-Canel em entrevista ao veículo de comunicação britânico Sky News.

Díaz-Canel esclareceu que a ilha não tem intenção de iniciar um conflito militar com os EUA, embora não tenha descartado a possibilidade de agressão, apesar de esta não representar uma ameaça à segurança nacional do país.

“Cuba é um país pacífico e não representa uma ameaça para ninguém”, enfatizou o presidente, que lembrou que a nação caribenha oferece muita solidariedade ao mundo, mas “isso não deve ser interpretado como uma disposição para ceder sua soberania e independência”, acrescentou.

Díaz-Canel contextualizou a situação atual e reiterou a disposição de Cuba em dialogar com os EUA para resolver as divergências nas relações bilaterais sem comprometer sua independência e soberania.

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