
O ultraconservador Steve Bannon, ex-assessor da Casa Branca no primeiro mandato de Donald Trump, afirmou em entrevista à Folha, na segunda-feira (26), que acredita na pressão do presidente dos EUA para tentar anular as eleições brasileiras, que consagraram um quarto mandato ao presidente Lula (PT).
Segundo o articulador de extrema direita, Trump vai “isolar o regime marxista de Lula” para que a eleição seja anulada.
Como destacado pela reportagem, Bannon não apresenta provas, mas diz que Flávio Bolsonaro (PL) venceu, irá assumir a presidência, tentar a reeleição em 2030, enquanto Lula deverá ser preso.
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Por mais de uma vez, ele insistiu que “a eleição foi fraudada”. Apesar das afirmações, a influência de Bannon atualmente é incerta. O estrategista e impulsionador do movimento Maga – Make America Great Again (em inglês “Faça a América grandiosa de novo”), que levou Trump à presidência em 2016, ficou somente alguns meses com um cargo na Casa Branca.
Depois saiu para organizar movimentos de extrema direita e se aproximar de figuras mundiais controversas como as do clã Bolsonaro, sendo próximo de Eduardo e do blogueiro Paulo Figueiredo, que estão nos EUA e influenciaram, entre outras ações, a implementação do tarifaço contra o Brasil.
Meio-termo
Apesar dessa tentativa de manter o golpismo aceso por Bannon, o próprio Trump não parece estar muito interessado. Mesmo não tendo ligado para o presidente Lula ou reconhecido oficialmente a eleição, possivelmente em um sentido de condicionar qualquer aceno a medidas que o beneficiem, o mandatário norte-americano declarou que não tomou partido nas eleições brasileiras e que gosta de Lula e se dá bem com ele.
No entanto, deixou aberta a via que permite ser explorada pelo bolsonarismo, no qual mantém proximidade por meio da interlocução com o secretário de Estado Marco Rubio, ao dizer que a eleição pareceu fraudada e que a prorrogação do tempo para votar foi “muito ruim”.
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O vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin rebateu Trump ao colocar que o norte-americano está com uma visão “totalmente equivocada”.
De forma diferente de Trump, diversos líderes mundiais já parabenizaram Lula pela vitória, incluindo direitistas como José Antonio Kast, do Chile; Keiko Fujimori, do Peru; Santiago Peña, do Paraguai; Rodrigo Paz, da Bolívia; Daniel Noboa, do Equador; José Raúl Mulino, do Panamá; e Abelardo de la Espriella, da Colômbia.
Para averiguar se houve qualquer interferência estrangeira nas eleições brasileiras, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que a Polícia Federal investigue suspeitas de manipulação das redes digitais e o apoio político e financeiro dos EUA à campanha de Flávio.
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