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Fantástico mostra comida mais barata na China e escancara atraso dos EUA

O Fantástico exibiu neste domingo (3) um novo episódio da série “Entre Dois Mundos”, desta vez comparando China e Estados Unidos a partir do acesso à alimentação e do custo de vida. 

Nem a TV Globo, historicamente alinhada à exaltação do modelo norte-americano, conseguiu evitar o contraste material ao levar a comparação entre China e Estados Unidos para o cotidiano da população. 

No novo episódio da série, exibido neste domingo (3), o Fantástico mostrou que a superioridade chinesa não se limita à infraestrutura — ela aparece de forma direta no acesso à alimentação, com comida mais fresca e barata do que nos EUA.

Se na semana anterior a emissora já havia sido levada a reconhecer a eficiência chinesa em obras públicas, agora o foco se desloca para o prato da população. E o resultado é ainda mais evidente. 

A reportagem mostra que o país asiático construiu uma estratégia integrada de produção, distribuição e consumo de alimentos que reduz custos e amplia o acesso, enquanto nos Estados Unidos milhões de pessoas convivem com alimentos caros ou ultraprocessados.

O contraste começa no campo — ou melhor, dentro das cidades. Em Xangai, o Fantástico visitou uma estufa de 100 mil metros quadrados, onde alimentos são produzidos com tecnologia e subsídios estatais. 

“A cada vegetal novo que eles conseguem produzir aqui dentro, ganham um subsídio do governo”, relata a reportagem . A lógica é clara: estimular inovação para aumentar a oferta e reduzir preços.

A reportagem mostra que “20% de toda a área da cidade tem que ser fazenda”, decisão tomada diretamente pelo Estado . Como toda a terra é pública, o governo organiza o uso do território, estrutura a produção e aluga as áreas para agricultores. O resultado é uma cadeia curta: “a comida sai da terra, vai direto pra geladeira” , sem a presença de intermediários privados que encarecem o produto.

O impacto dessa organização aparece no preço. Segundo o programa, atacadistas na China operam com margem de lucro de cerca de 3%, contra 15% nos Estados Unidos. 

Além disso, o Estado atua diretamente para estabilizar o mercado, comprando e liberando estoques conforme a variação dos preços. “Quanto mais oferta no mercado, mais barato fica”, resume a reportagem.

A estratégia inclui também a formação de reservas públicas. Em 2024, a China colheu 700 milhões de toneladas de grãos, e mais da metade foi comprada pelo governo, garantindo abastecimento e controle de preços.

Trata-se de uma política de segurança alimentar em larga escala, construída após o trauma histórico das crises de fome do século XX.

Do outro lado, o Fantástico mostra um cenário oposto nos Estados Unidos. Em várias regiões, milhões de pessoas vivem em áreas onde a única opção é fast food ou alimentos ultraprocessados, com impactos diretos na saúde e na expectativa de vida. 

A insegurança alimentar se soma ao aumento dos preços, agravado por crises internacionais e pela dependência de cadeias longas de produção.

Diante desse cenário, a própria reportagem mostra que iniciativas nos Estados Unidos começam a buscar soluções semelhantes às adotadas na China.

Em Nova York, o novo prefeito eleito, Zohran Mamdani, propõe criar mercados populares com subsídios públicos para reduzir o preço dos alimentos — uma iniciativa que, na prática, se inspira no modelo chinês.

Ao mesmo tempo, a série mostra que o acesso a alimentos baratos na China não é fruto do mercado, mas de uma política deliberada. 

Subsídios à produção, investimento tecnológico, controle logístico e uso de dados em tempo real permitem ao Estado acompanhar e influenciar os preços. 

“A China resolve o problema do preço da comida com uma grande estratégia de Estado”, sintetiza a reportagem .

Até mesmo a comparação com programas sociais reforça o contraste. Enquanto Estados Unidos e Brasil gastam bilhões para ajudar populações que não conseguem comprar comida, a China atua na origem do problema, reduzindo o preço final ao consumidor. 

O resultado, como mostram as imagens do próprio Fantástico, é uma população com acesso mais amplo a alimentos frescos no dia a dia.

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