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Festival Palco Giratório tem programação na Capital e no interior até 8 de junho

Teve início na última terça-feira (20) um dos maiores eventos das artes cênicas do país, o Festival Palco Giratório Sesc. Com programação até o dia 08 de junho, a 19ª edição do evento foca na acessibilidade e na inclusão com atrações que proporcionam experiências sensoriais e linguagens diversas para ampliar o acesso à cultura.

Tradicionalmente realizado no mês de maio, o Festival integra o Circuito Nacional do Palco Giratório, uma iniciativa do Sesc promovida em diferentes estados brasileiros que visa difundir e estimular o intercâmbio cultural. Consolidado como a maior ação do gênero no Brasil, o evento ocupará 22 espaços culturais em Porto Alegre, com 64 sessões e 52 grupos artísticos, sendo 24 deles do Rio Grande do Sul.

Com o objetivo de democratizar ainda mais o acesso, a programação deste ano aposta em recursos de acessibilidade. Algumas atrações contarão com visitas táteis aos espetáculos com audiodescrição, permitindo que pessoas cegas, com baixa visão ou surdocegas explorem cenários e figurinos por meio do tato, guiadas por profissionais especializados. A atividade ocorre uma hora antes das apresentações, sem necessidade de agendamento prévio.

Além disso, diversas sessões também contarão com tradução simultânea em Libras (Língua Brasileira de Sinais). Ao todo, treze espetáculos contarão com tradução em Libras, e cinco incluirão audiodescrição e visitas táteis. Entre eles, está a peça “Ao vivo [dentro da cabeça de alguém]”, nova parceria de Renata Sorrah com a Companhia Brasileira de Teatro, um dos grupos de maior destaque do país. 

Outro destaque da edição são os espetáculos protagonizados por artistas com deficiência. Em “Azul Marítimo”, o premiado ator, diretor e roteirista Victor Di Marco estreia seu primeiro solo autoral, onde traduz em cena suas experiências sensoriais e emocionais com o mar. Na atração “CorpoMundo”, a diversidade é vista por meio da dança-teatro em uma montagem criada por artistas com e sem deficiência.

A acessibilidade no festival também se estende para além do palco e da plateia. O artista Subtu, grafiteiro e muralista reconhecido por sua atuação em projetos inclusivos, participa da programação com a obra “Comunicação e Distorção”, no Sesc Alberto Bins. Criador do projeto “Graffiti Para Cego Ver”, Subtu propõe uma experiência artística tátil, com texturas e relevos, pensada especialmente para pessoas com deficiência visual.

A programação completa pode ser conferida no site www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio. Os ingressos custam entre R$ 20 e R$ 60, e há diversas atrações com entrada gratuita. A relação completa de espetáculos com tradução em Libras, audiodescrição e visitas táteis também está disponível online.

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