Notícias

Flávio Bolsonaro adota slogan “O Brasil vai vencer” e reduz uso do sobrenome

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República mudou sua identidade visual e passou a trabalhar com o slogan “O Brasil vai vencer”, além de retirar o sobrenome Bolsonaro de algumas peças publicitárias. A nova marca foi criada pelo publicitário Duda Lima, que assumiu a comunicação da candidatura há 11 dias e é o terceiro profissional a comandar o marketing da campanha em 2026. Leia em TVT News.

A nova estratégia, em vez de destacar o sobrenome Bolsonaro, apresenta o candidato principalmente como “Flávio”. A mudança ocorre em meio a uma tentativa de reorganização da comunicação da candidatura, depois de sucessivas trocas na equipe responsável pelo marketing.

Segundo Duda Lima, o conceito do novo slogan foi construído a partir da letra “V”, presente no nome Flávio. A identidade visual utiliza as cores verde e amarelo, associadas à identidade nacional, e pretende reforçar a ideia de compromisso com o país.

A frase “O Brasil vai vencer” deverá ser utilizada nas peças de propaganda institucional da campanha.

Estratégia busca nova identidade para candidatura

A mudança na comunicação ocorre após uma série de alterações na equipe responsável pela campanha de Flávio Bolsonaro. Antes de Duda Lima, Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer comandaram o marketing da candidatura. Os dois deixaram a equipe em julho, depois de aproximadamente dois meses à frente da estratégia.

Duda, portanto, assume a comunicação em um momento de reestruturação da campanha. A nova identidade visual passa a evitar, nos materiais internos mencionados pelos textos-base, a utilização destacada do sobrenome Bolsonaro.

O movimento representa uma alteração na apresentação pública do candidato, que até então estava diretamente associado à marca política construída pela família Bolsonaro ao longo dos últimos anos. Os materiais analisados internamente pelo PL indicam que a campanha pretende concentrar a identificação visual no primeiro nome do senador.

Além do slogan, a equipe trabalha com uma narrativa de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O discurso apresentado pelo novo marqueteiro sustenta que o país teria perdido renda, poder de compra e segurança durante a atual gestão.

Entre os exemplos utilizados pela comunicação estão referências ao preço de produtos e ao endividamento das famílias. A estratégia também associa a situação econômica à sensação de insegurança e apresenta a gestão Lula como responsável por frustrações em relação às expectativas dos eleitores.

Terceiro marqueteiro da campanha

Duda Lima é o terceiro profissional a assumir a comunicação da candidatura de Flávio Bolsonaro desde o início da campanha. A sequência de mudanças ocorreu em um período marcado por disputas internas e dificuldades na definição da estratégia eleitoral.

O primeiro marqueteiro, Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, deixou a equipe em maio. A saída ocorreu em meio a uma crise relacionada ao chamado “Caso Dark Horse”, além de pressões internas no PL e de um episódio de conflito dentro do quartel-general da campanha.

Segundo informações apresentadas nos textos que servem de base para esta reportagem, a crise ganhou força depois da divulgação, pelo The Intercept Brasil, de áudios e mensagens atribuídos a Flávio Bolsonaro nos quais ele teria pedido recursos ao então banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

A reação da equipe de comunicação às revelações teria sido considerada insuficiente por integrantes da campanha. Também surgiram questionamentos sobre relações anteriores de Marcellão com iniciativas ligadas a Vorcaro, levantando discussões sobre eventual conflito de interesses.

Pressão interna no Partido Liberal

A saída do primeiro marqueteiro também ocorreu em meio a divergências dentro do PL sobre os rumos da campanha. Setores mais pragmáticos da legenda defendiam alterações na estrutura de comunicação da candidatura antes mesmo de o caso envolvendo o filme ganhar maior repercussão.

Relatos de bastidores também apontaram dificuldades de integração entre Marcellão e outras áreas da campanha. A proximidade pessoal e política do publicitário com Flávio teria contribuído para disputas internas relacionadas ao espaço ocupado por diferentes grupos na organização eleitoral.

A saída foi inicialmente apresentada como uma decisão relacionada a questões familiares. Posteriormente, relatos publicados pela revista Veja apontaram outro episódio como possível fator para a demissão.

De acordo com esses relatos, Marcellão teria tido um episódio de descontrole no quartel-general da campanha, no Lago Sul, em Brasília. Ele teria discutido com integrantes da equipe após suspeitar que informações negativas sobre seu currículo e sobre a campanha estariam sendo repassadas à imprensa. Os relatos mencionam gritos, gestos agressivos e danos a objetos no local.

Ainda segundo essa versão, o episódio teria levado Flávio Bolsonaro a decidir pela demissão do publicitário.

The post Flávio Bolsonaro adota slogan “O Brasil vai vencer” e reduz uso do sobrenome appeared first on TVT News.