A Global Sumud Flotilla partiu neste domingo (12/04) de Barcelona com destino a Gaza, em uma nova missão internacional que busca romper o cerco imposto por Israel e levar ajuda humanitária ao povo palestino.
A iniciativa reúne centenas de ativistas, médicos, advogados e jornalistas de dezenas de países, que transportam alimentos, medicamentos e expressam, sobretudo, a solidariedade internacional diante do genocídio em curso, buscando fortalecer a luta do povo palestino.
A nova missão da Global Sumud Flotilla (GSF) já reúne mais de 70 barcos e 1.000 participantes, e esse número ainda deve crescer nos próximos dias, tornando-a uma das maiores ações de solidariedade ao povo palestino.
A delegação brasileira é composta pelo ativista internacionalista e coordenador internacional da flotilha, Thiago Ávila; pela ambientalista e advogada de direitos humanos, coordenadora da GSF, Ariadna Telles; pela militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Beatriz Moreira; pela ativista revolucionária e organizadora cultural, Lisi Proença; pela militante socialista e internacionalista do PSTU e pré-candidata a deputada federal por São Paulo, Mandi Coelho; pelo petroleiro da Petrobras Transporte e diretor do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional de Petroleiros (FNP), Leandro Lanfredi; e pelo internacionalista e coordenador da GSF, Lucas Gusmão.
From Barcelona to Gaza and beyond, we rise up for collective liberation!
The Global Sumud Flotilla sets sail again. Even though we’ll have to wait out until the storm coming from Menorca has passed, all our boats are ready to continue onto Italy, our next stop towards Palestine… pic.twitter.com/z8NcGy2IJh
— Global Sumud Flotilla (@gbsumudflotilla) April 12, 2026
O porta-voz da flotilha, Saif Abukeshek, declarou no sábado (11/04) que esta é uma iniciativa de “embarcação civil” em resposta à agressão sofrida pelos povos libanês e palestino, visto que Israel e os Estados Unidos estão “violando os direitos humanos” no Oriente Médio. Ele também se referiu ao conflito com o Irã.
Especificamente, Israel continuou bombardeando o território libanês mesmo durante o cessar-fogo acordado para lidar com a grave crise de guerra no Oriente Médio, lembrou Abukeshek.
Diante desse cenário, Abukeshek considerou que ações como esta frota civil de solidariedade com Gaza têm o objetivo de “pressionar os governos do mundo” a “intervir e fazer o seu trabalho” em defesa dos direitos humanos.
Em setembro de 2025, uma campanha semelhante não conseguiu atingir seu objetivo de chegar a Gaza porque os navios foram interceptados por Israel.
(*) com teleSUR
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