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Francês é a língua oficial de 8 países na Copa do Mundo da FIFA 2026

Futebol, história e geopolítica se misturam. Na Copa do Mundo 2026, o francês é a língua oficial de 8 países, além de ser um dos idiomas da FIFA. O passado colonial da França levou o francês para três continentes, o que torna a língua francesa uma das campeãs do ranking de idiomas e também uma das favoritas para conquistar o título. Leia sobre o francês na Copa do Mundo com a TVT News.

Com 8 países, francês é uma das línguas mais faladas na Copa do Mundo da FIFA

Na Copa do Mundo FIFA de 2026, o francês aparece como uma das línguas mais presentes entre as seleções classificadas. Ao lado do espanhol e do árabe, o idioma ocupa a segunda posição em número de países, com oito nações que o adotam como língua oficial — um dado que conecta futebol, história e geopolítica.

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Quais países falam francês na Copa do Mundo

São oito as seleções presentes na Copa do Mundo de 2026 que reconhecem o francês como idioma oficial: França, Bélgica, Suíça, Canadá, Haiti, Senegal, Costa do Marfim e República Democrática do Congo.

França: uma das favoritas ao título; a França tenta acertar as contas com o passado colonial;

Bélgica: os diabos vermelhos têm o francês como idioma oficial e predominante em regiões como a Valônia e na capital, Bruxelas;

Suíça: o país onde a sede da FIFA está localizada adota o francês como um de seus quatro idiomas oficiais.

Canadá: coanfitrião da Copa, mantém o francês como língua oficial, sendo o idioma principal da província do Quebec.

Haiti: de volta à Copa do Mundo, o representante caribenho fala francês e o crioulo haitiano;

Senegal: potência do futebol africano, os Leões de Teranga utilizam o francês como língua oficial e são os atuais campeões da África;

Costa do Marfim: nação da África Ocidental onde o francês é o idioma da administração e do ensino, os elefantes querem chegar mais longe em 2026;

República Democrática do Congo (RD Congo): o país com a maior população que fala francês no mundo, superando a própria França em número de habitantes que utilizam o idioma.

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O atacante número 10 do Senegal, Sadio Mané, ergue o troféu enquanto comemora com seus companheiros de equipe a vitória na final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Senegal x Marrocos, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, em 18 de janeiro de 2026. (Foto de SEBASTIEN BOZON / AFP)

O caminho dos países que falam francês até a Copa

O processo de classificação (as eliminatórias) exigiu estratégias diferentes para cada uma dessas oitos nações. Veja como os países que falam francês se classificaram para a Copa:

  • Canadá: a seleção garantiu sua presença de forma automática por ser um dos três países-sede do torneio, junto com Estados Unidos e México.
  • França, Bélgica e Suíça: o trio europeu assegurou as vagas enfrentando as tradicionais e rigorosas eliminatórias da UEFA. Franceses e belgas, com elencos recheados de estrelas mundiais, passaram sem grandes sustos, enquanto a Suíça manteve sua consistência tática habitual para carimbar o passaporte.
  • Haiti: o representante do Caribe teve que superar as complexas fases das eliminatórias da CONCACAF, mostrando superação e garantindo a vaga e contando com a vantagem de EUA, Canadá e México já estarem classificados.
  • Senegal, Costa do Marfim e RD Congo: as eliminatórias da África (CAF) são, historicamente, um dos mais duros do mundo devido ao equilíbrio físico e técnico das equipes. Senegal confirmou seu favoritismo regional, a Costa do Marfim impôs sua força tradicional e a RD Congo alcançou a vaga ao vencer a Jamaica na repescagem mundial.

As chances dos países que falam francês na Copa do Mundo

Com os grupos já definidos, o sorteio da Copa do Mundo de 2026 estabeleceu confrontos de alto nível. Algumas chaves, inclusive, promoverão o encontro direto entre nações que falam francês.

Saiba quais são os grupos destes países na Copa e quais os confrontos:

  • Grupo B (Canadá e Suíça): Logo na primeira fase, teremos um duelo direto no idioma. O Canadá, jogando em casa, e a Suíça medem forças em uma chave que também conta com a Bósnia e o Catar. A Suíça tem o favoritismo pela experiência europeia, mas o Canadá conta com o apoio local para avançar.
  • Grupo C (Haiti): A seleção haitiana terá um desafio gigante pela frente. No grupo C, os haitianos terão pela frente o Brasil, além de Marrocos (onde o francês também é amplamente falado nos negócios) e Escócia.
  • Grupo E (Costa do Marfim): Os marfinenses precisarão de força máxima, pois caíram na chave encabeçada pela Alemanha. Os confrontos contra Equador e Curaçao definirão as reais possibilidades de classificação da equipe africana.
  • Grupo G (Bélgica): A talentosa geração belga entra como cabeça de chave e grande favorita do grupo. A equipe europeia disputará a liderança contra Egito, Irã e Nova Zelândia, com altas expectativas de chegar longe no mata-mata.
  • Grupo I (França e Senegal): Este é um dos grupos mais aguardados do torneio. A França, bicampeã mundial e uma das francas favoritas ao título de 2026, reencontrará o Senegal. O duelo revive a partida de abertura de 2002, quando os senegaleses chocaram o mundo ao derrotar a ex-metrópole. Iraque e Noruega completam a chave.
  • Grupo K (RD Congo): O retorno da República Democrática do Congo ao mundial os coloca de frente com Portugal, Colômbia e Uzbequistão. É um grupo bastante técnico, no qual os africanos buscarão ser a grande surpresa.

Se contar as línguas usadas na administração e nos negócios, a Copa do Mundo tem 11 países que falam francês

Embora o árabe seja a língua oficial do Magrebe, a influência francesa no Norte da África é vasta devido ao passado colonial.

No Marrocos, na Argélia e na Tunísia, o francês não é o idioma constitucional, mas é a língua franca utilizada nos negócios, na diplomacia, no ensino superior e na administração pública. Se considerarmos esses três países na contagem de influência, o francês saltaria para 11 representantes, tornando-se, na prática, o idioma mais presente entre as delegações da Copa do Mundo, superando até mesmo o inglês.

Qual a origem do francês?

O francês é uma língua românica, originada do latim vulgar levado pelos exércitos romanos para a região da Gália (atual França) há mais de dois mil anos. Com a queda do Império Romano, o latim local se misturou a dialetos de tribos germânicas, como os francos — de onde deriva o nome do país e da língua.

Durante a Idade Média, o francês se dividiu em diversos dialetos, mas a variante falada em Paris acabou se tornando o padrão oficial com o passar dos séculos.

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

No século XVII, o francês se consolidou como a língua da aristocracia e da diplomacia na Europa, posição que manteve até o início do século XX, quando o inglês passou a ganhar terreno no cenário internacional.

Colonialismo levou o francês para a África e Américas

A presença do francês em países como Senegal, RD Congo e Haiti não é um fenômeno natural, mas o resultado de um processo agressivo de expansão imperialista iniciado no século XVII. A França estabeleceu colônias para a extração de riquezas e o controle de rotas comerciais, impondo seu idioma como ferramenta de controle administrativo e apagamento das línguas nativas.

França, de um lado o iluminismo, do outro um país escravocrata que enriqueceu à custa da exploração dos africanos

Há uma contradição histórica profunda na trajetória francesa. Enquanto o país produzia os filósofos do Iluminismo, que defendiam a “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, o Estado francês operava um sistema de escravidão em larga escala em suas colônias. A riqueza que construiu os palácios de Paris e financiou o desenvolvimento industrial francês foi, em grande parte, gerada pelo trabalho forçado de milhões de africanos nas plantações de açúcar e café das Antilhas e pela extração mineral em solo africano.

Antilhanos e africanos

Nas Américas, a presença francesa é marcada pelo Haiti e pelos departamentos ultramarinos, como a Guiana Francesa. O Haiti foi a primeira nação das Américas a abolir a escravidão após uma revolução liderada por negros escravizados que derrotou o exército de Napoleão Bonaparte.

Já no continente africano, a língua francesa é o resultado de uma ocupação que durou até meados do século XX.

Entender a presença do francês nessas oito nações exige um olhar atento para a história. Na Europa, o francês divide o protagonismo em países vizinhos.

Na América do Norte, o Canadá sustenta o francês como língua oficial ao lado do inglês para garantir a preservação da forte identidade da província do Quebec, uma herança direta dos primeiros assentamentos europeus no território.

No entanto, quando olhamos para o Haiti e para o continente africano (Senegal, Costa do Marfim e RD Congo), a adoção do idioma escancara as feridas do colonialismo.

A partir do século XVII, a França e a Bélgica (no caso específico do Congo) estabeleceram um domínio violento sobre territórios ultramarinos. O francês foi imposto como ferramenta de dominação administrativa, educacional e comercial, operando muitas vezes em um sistema escravocrata ou de extrema exploração do trabalho e dos recursos naturais.

Na África contemporânea, o idioma da antiga metrópole acabou sendo mantido após os processos de independência no século XX, servindo hoje como uma língua franca para unificar internamente países que possuem dezenas de etnias e dialetos nativos diferentes.

Brasil vai enfrentar o Haiti, que está de volta à Copa do Mundo depois de 52 anos

O Haiti não participava de uma Copa do Mundo desde 1974. No mundial disputado na Alemanha, o Haiti caiu na fase de grupos depois de perder para Itália, Polônia e Argentina. A derrota para a Polônia por 7 a 0 foi uma das grandes goleadas desse mundial.

A nova classificação quebra um jejum de mais de meio século e reacende o sentimento de orgulho entre haitianos dentro e fora da ilha. O futebol, bastante popular no país, torna-se um motivo de alegria em meio às inúmeras dificuldades políticas, econômicas e sociais que atravessam o cotidiano haitiano.

Depois de 52 anos, Haiti está de volta à Copa do Mundo. Foto: FIFA

Conheça a história do Haiti: o primeiro país a fazer revolução de escravizados

A história haitiana ocupa posição central no debate internacional sobre colonialismo, resistência e emancipação. O Haiti foi o primeiro país do mundo a realizar uma revolução vitoriosa protagonizada por pessoas escravizadas, e o primeiro país negro independente das Américas, em 1804.

Durante os séculos XVII e XVIII, a ilha — então colônia francesa com o nome de São Domingos — era o território mais lucrativo do Caribe para a metrópole, baseada na exploração de mão de obra escravizada nas plantações de açúcar e café. O sistema era extremamente violento e marcado por desigualdades profundas.

Combate e captura de Crête-à-Pierrot, episódio da Revolução Haitiana | Xilogravura original desenhada por Auguste Raffet, via Wikimedia Commons

A partir de 1791, revoltas massivas lideradas por homens e mulheres escravizados deram início à mais bem-sucedida insurreição da época moderna. O movimento, influenciado pela Revolução Francesa e pelos ideais de liberdade, atravessou anos de guerra, alianças complexas e sucessivas disputas contra forças europeias.

O resultado foi a criação de uma nova nação livre, que desde o início enfrentou represálias econômicas e diplomáticas das potências coloniais. A independência haitiana se tornou inspiração para a luta antirracista e para movimentos de emancipação por toda a América Latina.

Quem foi Toussaint Louverture, o herói da Libertação do Haiti

Toussaint Louverture é uma das figuras mais importantes da Revolução Haitiana. Nascido escravizado, aprendeu a ler e a escrever e se tornou estrategista militar. Durante a revolução, Louverture organizou tropas, articulou alianças e liderou a fase mais decisiva da luta.

Sua capacidade de negociação e sua visão política permitiram que ele conduzisse o território rumo à autonomia, preparando o caminho para a independência definitiva. Capturado pelos franceses em 1802, morreu na prisão no ano seguinte. Mesmo assim, sua liderança permaneceu como símbolo da luta por liberdade no Caribe e no mundo.

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Conheça algumas curiosidades do Haiti

O Haiti possui uma cultura marcada por influências africanas, francesas e indígenas. Confira algumas curiosidades sobre a cultura do Haiti,

Haiti tem francês como língua oficial

O país adota duas línguas oficiais: o francês e o crioulo haitiano (kreyòl). O francês é usado em documentos formais, mas a língua mais falada pela população é o crioulo, que mistura estruturas africanas a vocabulário francês. O uso do crioulo é um elemento forte de identidade nacional e de afirmação social.

Onde fica o Haiti: o país faz fronteira com a República Dominicana, na ilha de La Hispaniola. Imagem: Wikimedia Commons

O que é vodu e qual a relação com a África?

O vodu é uma religião de matriz africana que reúne elementos trazidos pelos povos iorubás e de outras etnias do continente. Sua cosmologia envolve espíritos ancestrais conhecidos como lwa, rituais comunitários e concepções próprias sobre vida e espiritualidade. Associado de forma distorcida por discursos coloniais, o vodu é, na verdade, patrimônio cultural e religioso haitiano e desempenhou papel importante na organização das rebeliões que levaram à independência.

França, timidamente, tenta se desculpar com o passado escravocrata

Nas últimas décadas, o governo francês tem enfrentado pressões internas e externas para reconhecer os crimes cometidos durante o período colonial. Embora o país tenha aprovado leis que reconhecem a escravidão como crime contra a humanidade, as tentativas de desculpas oficiais e reparações históricas ainda são consideradas tímidas por historiadores e líderes de ex-colônias.

O debate sobre a devolução de obras de arte saqueadas da África e a revisão dos livros didáticos sobre o papel da França na colonização ainda gera tensões políticas intensas.

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Novo encontro de Lula e Macron trazem mais fotos fofas da amizade. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O francês na Europa: França, Bélgica e Suíça

Na Europa, o francês não é apenas o idioma da França. Na Bélgica, ele divide o espaço oficial com o holandês e o alemão.

Já na Suíça, o francês é a língua de cantões importantes como Genebra e Vaud.

Na Suíça e na Bélgica, o bilinguismo (ou multilinguismo) é um reflexo das formações fronteiriças e alianças políticas do passado.

Por que o Canadá tem o francês como língua oficial?

O Canadá é um caso específico de resistência linguística. O país foi inicialmente colonizado por franceses (Nova França), mas após sucessivas guerras, o controle passou para as mãos dos britânicos.

No entanto, a população de origem francesa no Quebec manteve seu idioma e suas tradições de forma fervorosa. Para evitar a fragmentação do país, o governo canadense oficializou o bilinguismo, garantindo que o francês tenha o mesmo status jurídico e social que o inglês em todo o território nacional.

Curiosidades sobre a língua francesa

  • Língua da Diplomacia: Até hoje, o francês é um dos idiomas de trabalho das Nações Unidas, do Comitê Olímpico Internacional e da Cruz Vermelha.
  • O “r” francês: O som gutural do “r” francês, que parece vir da garganta, é uma das características mais difíceis de reproduzir para falantes de línguas latinas como o português.
  • Balé e Gastronomia: Praticamente todos os termos técnicos do balé clássico e da alta gastronomia mundial são obrigatoriamente ditos em francês.
  • Hoje, o francês ainda é a língua co-oficial em dezenas de organismos multilaterais, incluindo a ONU, a União Europeia e os Jogos Olímpicos.
  • O francês também é a segunda língua mais estudada no mundo, atrás apenas do inglês, e a única, ao lado do inglês, presente nos cinco continentes.
  • As palavras “ballet”, “cuisine”, “bureau”, “fiancé” e “entrepreneur” são apenas algumas das centenas de termos que o inglês tomou emprestado do francês — herança da conquista normanda da Inglaterra em 1066.
  • A Académie française tem hoje 40 membros, chamados de “imortais”, com a missão de zelar pelo idioma.

Quais os principais nomes da literatura francesa dos 8 países que estão na Copa

A literatura em francês é uma das mais premiadas do mundo. A França é berço de gigantes como Victor Hugo (Os Miseráveis), Marcel Proust e Simone de Beauvoir.

E a língua francesa vai além: a Bélgica é o berço de Hergé, criador de As Aventuras de Tintim. O Senegal contribuiu com Léopold Sédar Senghor, poeta e teórico da Negritude.

O Haiti apresenta vozes potentes como a de Dany Laferrière, que hoje ocupa uma cadeira na Academia Francesa de Letras.

Quais os principais nomes da música francesa dos 8 países que estão na Copa

A música em francês atravessa gerações e estilos. Do clássico “chanson” de Edith Piaf e Charles Aznavour à modernidade eletrônica do Daft Punk. Atualmente, nomes como o belga Stromae, que mistura ritmos africanos com música eletrônica, e o rapper francês de origem congolesa Gims, dominam as paradas mundiais.

No Senegal, a música de Youssou N’Dour utiliza o francês para levar as mensagens do continente africano para todo o do globo.

Francês é o idioma oficial da FIFA, que hoje se aproxima dos EUA

Embora a FIFA tenha sido fundada por europeus e tenha o francês como seu primeiro idioma oficial, a entidade tem passado por uma transformação geopolítica. Com a Copa de 2026 sendo realizada na América do Norte, há um movimento evidente de aproximação com o mercado e a cultura dos Estados Unidos. Apesar disso, o francês permanece nos estatutos como língua oficial, sendo fundamental para a diplomacia esportiva da entidade com as federações africanas.

Dos 8 países que falam francês na Copa do Mundo, quem já conquistou o Prêmio Nobel de Literatura?

A França é uim dos países com o maior número de Prêmios Nobel de Literatura em todo o mundo. Autores como Albert Camus, Jean-Paul Sartre (que recusou a honraria), Patrick Modiano. Em 2022, Annie Ernaux se tornou a 17ª mulher e a primeira francesa a receber o Nobel de Literatura.

A Bélgica também já foi premiada com Maurice Maeterlinck.

No top do ranking dos idiomas e do futebol: França tem duas Copas do Mundo e é carrasca do Brasil

No campo de jogo, a seleção francesa é uma potência consolidada, com títulos conquistados em 1998 e 2018. Para os brasileiros, a França representa um obstáculo histórico. O país foi responsável por eliminações marcantes do Brasil, como na final de 1998 e nas quartas de final em 1986 e 2006.

Com um futebol baseado na força física e no talento técnico de seus jogadores — muitos deles com origens familiares nas ex-colônias africanas —, a França entra no torneio de 2026 como a maior representante da força do idioma francês nos gramados.

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França é uma das favoritas para o tricampeonato na Copa do Mundo. Foto: FIFA

Línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026: espanhol, francês, árabe e inglês lideram

As línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026 revelam a diversidade dos 48 países classificados para o torneio que será disputado em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.

A lista de seleções reúne idiomas de quatro continentes — do guarani indígena do Paraguai ao uzbeque da Ásia Central — em um mapa linguístico que mostra tanto a diversidade como a marca da história.

A liderança de idiomas de origem europeia, como inglês, francês e espanhol é sinal dos processos de colonização e imperialismo de Espanha, Inglaterra e Portugal (o português está presente em países de 3 continentes na Copa do Mundo). Por outro lado, também mostra a expansão do império árabe, que da península arábica, chegou até o norte da África.

Línguas Mais Faladas na Copa do Mundo 2026

Inglês (9 países)

Espanhol (8 países)

Francês (8 países)

Árabe (8 países)

Alemão (4 países)

Holandês (3 países)

Português (3 países)

Ranking das línguas mais faladas na Copa do Mundo

Considerando o status de língua oficial ou o idioma majoritário de comunicação de cada nação classificada, este é o ranking dos idiomas mais presentes na Copa do Mundo da FIFA 2026:

Posição Idioma Número de Países Países Representantes
Inglês 9 África do Sul, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Austrália, Curaçao, Nova Zelândia, Inglaterra, Gana
Espanhol 8 México, Paraguai, Equador, Espanha, Uruguai, Argentina, Colômbia, Panamá
Francês 8 Canadá, Suíça, Haiti, Costa do Marfim, Bélgica, França, Senegal, RD Congo
Árabe 8 Catar, Marrocos, Tunísia, Egito, Arábia Saudita, Iraque, Argélia, Jordânia
Alemão 4 Suíça, Alemanha, Bélgica, Áustria
Holandês 3 Curaçao, Holanda, Bélgica
Português 3 Brasil, Cabo Verde, Portugal
Croata 2 Bósnia, Croácia

Em países com mais de um idioma oficial, foi considerado o idioma predominante na comunicação nacional.

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Lula com a taça da Copa do Mundo. Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR

Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Dinamarca;
  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;
  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;
  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;
  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;
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Os 12 grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026. Arte: TVT News

Quais as línguas nacionais dos países da Copa do Mundo 2026

Confira o mapeamento dos 48 países classificados para a Copa do Mundo 2026, separados por grupo, com seus respectivos idiomas oficiais ou majoritários:

  • GRUPO A
    • México: Espanhol (e 68 línguas indígenas nacionais)
    • África do Sul: Inglês, Africâner, Zulu, Xhosa (além de outras 8 línguas oficiais)
    • Coreia do Sul: Coreano
    • República Tcheca: Tcheco
  • GRUPO B
    • Canadá: Inglês, Francês
    • Bósnia: Bósnio, Croata, Sérvio
    • Catar: Árabe
    • Suíça: Alemão, Francês, Italiano, Romanche
  • GRUPO C
    • Brasil: Português
    • Marrocos: Árabe, Amazigue (Berbere)
    • Haiti: Francês, Crioulo Haitiano
    • Escócia: Inglês, Gaélico Escocês, Scots
  • GRUPO D
    • Estados Unidos: Inglês (idioma nacional na prática)
    • Paraguai: Espanhol, Guarani
    • Austrália: Inglês
    • Turquia: Turco
  • GRUPO E
    • Alemanha: Alemão
    • Curaçao: Holandês, Papiamento, Inglês
    • Costa do Marfim: Francês
    • Equador: Espanhol (Kichwa e Shuar para relações interculturais)
  • GRUPO F
    • Holanda: Holandês (Neerlandês)
    • Japão: Japonês
    • Suécia: Sueco
    • Tunísia: Árabe
  • GRUPO G
    • Bélgica: Holandês, Francês, Alemão
    • Egito: Árabe
    • Irã: Persa (Farsi)
    • Nova Zelândia: Inglês, Maori, Língua de Sinais Neozelandesa
  • GRUPO H
    • Espanha: Espanhol (além de Catalão, Galego e Basco como co-oficiais regionais)
    • Cabo Verde: Português, Crioulo Cabo-Verdiano
    • Arábia Saudita: Árabe
    • Uruguai: Espanhol
  • GRUPO I
    • França: Francês
    • Senegal: Francês (oficial), Wolof
    • Iraque: Árabe, Curdo
    • Noruega: Norueguês
  • GRUPO J
    • Argentina: Espanhol
    • Argélia: Árabe, Tamazight
    • Áustria: Alemão
    • Jordânia: Árabe
  • GRUPO K
    • Portugal: Português
    • RD Congo: Francês (oficial), Lingala, Kikongo, Swahili, Tshiluba
    • Uzbequistão: Uzbeque
    • Colômbia: Espanhol
  • GRUPO L
    • Inglaterra: Inglês
    • Croácia: Croata
    • Gana: Inglês
    • Panamá: Espanhol

Línguas Mais Faladas na Copa do Mundo 2026

Inglês
9

Espanhol
8

Francês
8

Árabe
8

Alemão
4

Holandês
3

Português
3

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