
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva propõe, no projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, que o salário mínimo do próximo ano seja de R$ 1.717, um aumento de 5,9%, ou R$ 96, sobre o valor atual (R$ 1.621). A proposta, que foi enviada pelo governo nesta semana ao Congresso, será agora analisada pela Comissão Mista de Orçamento do Senado.
O reajuste segue a política de valorização do salário, que combina a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), estimada em 3,06% para o período, com o crescimento da economia, ou seja, o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
A proposta também leva em conta as regras do novo arcabouço fiscal, que limita o crescimento das despesas a até 2,5% acima da inflação. Como a previsão de crescimento do PIB em 2025 é de 2,3%, esse percentual poderá ser integralmente incorporado ao reajuste.
No projeto, além de 2027, o governo federal apresentou também as estimativas para os anos seguintes. Para 2028, o salário mínimo poderá chegar a R$ 1.812, passando para R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030.
Com a retomada da política de valorização do salário mínimo no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o valor pago ao trabalhador vem evoluindo muito acima do que nos anteriores, especialmente na comparação com o período de Jair Bolsonaro (PL), quando a política foi abandonada, achatando os ganhos da classe trabalhadora.
Naqueles anos, a correção se dava apenas pela inflação. Com isso, Bolsonaro foi o primeiro presidente a deixar o salário mínimo valendo menos do que quando passou a governar desde o início do Plano Real, em 2024.
Em 2022, último ano do mandato de Bolsonaro, o salário mínimo era R$ 1.212. O valor passou para R$ 1.320 em 2023 e, em 2024, já com as regras da política de valorização, chegou a R$ 1.412, avançando para R$ 1.518 em 2025, até chegar aos R$ 1.621 de 2026.
Considerando os valores de 2022 até 2026, a valorização foi de R$ 409. Durante o período Bolsonaro, o aumento entre 2019 (R$ 998) e 2022 (R$ 1.212) foi de R$ 214, quase a metade do que cresceu no período Lula.
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