A administração Trump pretende ampliar os métodos de execução no sistema federal, incluindo o retorno do pelotão de fuzilamento e da asfixia por gás, além da recomendação de uso de eletrochoque.
A medida consta em um relatório divulgado nesta sexta-feira (24/04) pelo Departamento de Justiça que recomenda o uso desses métodos de execução diante de dificuldades para obtenção de substâncias utilizadas em injeções letais.
A nova diretriz também revoga a moratória implementada durante o governo de Joe Biden, que havia suspendido execuções federais no país e comutado as penas de 37 detentos no corredor da morte.
A pasta argumenta que a os novos métodos abrem “o caminho para a realização das execuções assim que os presos condenados à morte tenham esgotado seus recursos de apelação”.
O Departamento de Justiça também defendeu a “agilização dos processos internos para acelerar os casos relacionados à pena de morte”. Mais de 40 presos aguardam julgamento que podem resultar na pena capital no país.

Abe McNatt / White House
Pena de morte em 27 estados
A iniciativa foi impulsionada pelo procurador-geral interino Todd Blanche, que justificou a mudança como parte de uma política mais rígida de segurança pública. “Sob a liderança do presidente Trump, o Departamento de Justiça está novamente fazendo cumprir a lei e apoiando as vítimas”, afirmou.
Ele acusou a gestão do ex-presidente norte-americano Joe Biden de negligência, ao “se recusar a processar e aplicar a pena máxima aos criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de agentes da lei”.
No documento, o Departamento de Justiça recomenda que a Agência Federal de Prisões adapte seus protocolos para incorporar métodos previstos em legislações estaduais, garantindo a execução das sentenças mesmo em cenários de escassez de insumos.
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