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Grupo armado realiza atentado político contra militantes da Frente Popular Revolucionária do México

Grupo armado ataca da Frente Popular Revolucionária no estado de Oaxaca, no sul do México. Um militante da organização foi assassinado e mais dois estão em situação grave por lutarem contra a repressão política e os ataques aos direitos dos trabalhadores.

Redação


INTERNACIONAL – Na noite desta segunda (22/06), um grupo de homens armados atacaram militantes da Frente Popular Revolucionária do México (FPR). O atentado ocorreu na cidade de Miahuatlán de Porfírio Diaz, no estado de Oaxaca, no sul do México. O militante da FPR Juan José Cruz Padilla foi assassinado. De acordo com a FPR o ataque tinha como alvo o dirigente da organização José Alberto Martinez Luna e ex-prefeito da cidade de Mihuatlán, ele se encontra em estado delicado junto com Jesus Sabas, outro atingido no ataque.

De acordo com movimentos populares mexicanos denunciam que o ataque é resultado da política antidemocrática do governo do estado de Oaxaca, liderado pelo partido social-democrata MORENA, o mesmo da presidente mexicana Claudia Sheinbaum. “Denunciamos que este governo sustenta uma política repressiva disfarçada de democracia, mantém interlocução com as organizações, mas utiliza grupos paramilitares disfarçados de crime organizado para agredir as vozes críticas e dissidentes.”, afirma em nota a FPR e o Partido Comunista do México (marxista-leninista).

A repressão e o ataque armado contra movimentos populares mexicanos desde sempre. Mesmo com um governo que se apresenta como de esquerda no país, o México conta com mais de 130 mil pessoas desaparecidas por conta da chamada “guerra às drogas”, onde uma suposta perseguição aos cartéis de drogas é utilizada para perseguir e assassinar militantes políticos e movimentos sociais, estudantis e sindicais.

Durante a Copa do Mundo da Fifa, milhares de professores entraram em greve para denunciar os baixos salários e a falta de condições de trabalho. A resposta do governo Sheinbaum foi a repressão aos manifestantes. Nos estados mexicanos, os governadores tem adotado uma política parecida, como ocorre em Oaxaca. Assim como no Brasil, o México conta com polícias estaduais e tem visto cada vez mais as forças armadas intervirem nas ruas sob o argumento da “segurança pública”. Além disso, o país conta com a atuação de forças paramilitares ligadas às elites mexicanas que realizam ataques como o da última segunda.

Na nota política, a FPR e o PCM(m-l) denunciam esta conjuntura. “A agressão orquestrada contra o companheiro Jose Alberto Martínez Luna, se deve unicamente a nossa posição de denunciar as políticas de continuidade neoliberal. É de conhecimento de todos que o Comitê Regional da Serra Sul se posicionou a favor da greve dos professores, denunciou os compromissos não cumpridos do governo em Miahuatlán e deu voz às denúncias de repressão da atual administração municipal contra da imposição do lixão e a repressão contra os comerciantes.”

O ataque aos militantes da FPR demonstra a tentativa de se ampliar a criminalização de movimentos sociais e revolucionários na América Latina. Enquanto que os governos da região não fazem nada para enfrentar a dominação imperialista liderada pelos EUA, os povos da região seguem em luta para defender seus direitos e denunciar agressões e perseguições impostas.