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Guarda Revolucionária do Irã diz que atacou maior porta-aviões dos EUA; Pentágono nega

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), principal braço das forças armadas iranianas, afirmou neste domingo (01/03) ter atacado o porta-aviões USS Abraham Lincoln no Golfo após o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, ser assassinado em ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel.

“O porta-aviões norte-americano Abraham Lincoln foi atingido por quatro mísseis balísticos”, disse o órgão em um comunicado divulgado pela mídia local, alertando que “a terra e o mar se tornarão cada vez mais o cemitério dos agressores terroristas”. O IRGC garantiu que suas forças entraram em “nova fase”, intensificando as operações retaliatórias contra as nações inimigas.

O USS Abraham Lincoln está operando no Golfo desde o final de janeiro como parte do que o presidente norte-americano Donald Trump chamou de “armada” nas últimas semanas. Seu destacamento ocorreu no contexto da campanha de ameaças promovidas pelo republicano contra Teerã para supostamente pressionar um acordo nuclear. 

Trata-se do quinto porta-aviões nuclear da classe Nimitz — grupo que reúne os maiores navios de guerra do mundo —. A embarcação tem aproximadamente 330 metros de comprimento e desloca cerca de 104 mil toneladas, podendo sustentar uma tripulação próxima de 5 mil militares e transportar até 90 aviões e helicópteros.

Além disso, o exército iraniano anunciou neste domingo ter abatido 10 drones avançados em todo o país, ou seja, até o momento, o número total de dispositivos barrados subiu para 22. A maioria deles, segundo autoridades iranianas, eram drones Hermes supostamente pertencentes às forças israelenses e norte-americanas.

USS Abraham Lincoln está operando no Golfo desde o final de janeiro
Wikimedia Commons/U.S. Navy

Pentágono nega ataque a Abraham Lincoln

Após a notícia dada pelo IRGC, não houve confirmação imediata de danos ou baixas pelo exército norte-americano. Apenas momentos depois o Pentágono negou que o porta-aviões tenha sido atingido por parte do Irã. 

“O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem chegaram perto”, disse o Comando Central dos EUA no X. “O Lincoln continua enviando aeronaves em apoio à campanha implacável do Centcom para defender o povo norte-americano, eliminando as ameaças do regime iraniano”.

(*) Com Ansa

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