
O governo do Irã afirmou nesta quarta-feira (6) que o Estreito de Ormuz voltou a estar livre para navegação, após semanas de tensão militar no Golfo Pérsico e de restrições impostas em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel.
Em comunicado divulgado pela Guarda Revolucionária iraniana, Teerã declarou que a passagem está aberta para uma “navegação segura e estável” e afirmou que as “ameaças do agressor foram neutralizadas”.
A nota também indica que novos protocolos de segurança passaram a ser aplicados na região sob supervisão iraniana.
O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores estratégicos do planeta. Cerca de 20% do petróleo transportado por via marítima atravessa a região, localizada entre o Irã e Omã.
Desde o início da guerra de agressão, em fevereiro, empresas de navegação e petroleiros passaram a evitar a rota ou aguardar autorização para cruzar o estreito diante do risco de ataques, operações militares e confrontos navais.
Nos últimos dias, o governo dos Estados Unidos anunciou operações de escolta marítima para navios retidos na região.
Donald Trump chegou a afirmar que Washington garantiria a circulação de embarcações “de países não envolvidos na guerra”, em uma iniciativa apresentada pela Casa Branca como necessária para assegurar o fluxo comercial internacional.
O anúncio iraniano ocorre um dia após os EUA recuarem mais uma vez e suspenderem parcialmente essa operação. A movimentação alimentou especulações sobre a existência de negociações indiretas envolvendo Irã, Estados Unidos e países intermediários da região para reduzir a tensão militar e evitar novos impactos no mercado internacional de energia.
Embora Teerã afirme que a navegação está liberada, o comunicado evita falar em retorno pleno às condições anteriores ao conflito.
A nota enfatiza que a circulação seguirá submetida a protocolos iranianos de segurança e monitoramento, em um gesto que também busca reafirmar a influência do país sobre uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.
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