Em comunicado publicado neste sábado, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, por sua sigla em inglês) anunciou impôs um bloqueio no Estreito de Ormuz, proibindo o trânsito de navios pela região.
A medida seria uma das represálias adotadas pelo governo do Irã em função do ataque sofrido em seu território, em ação militar conjunta lançada pelos Estados Unidos e por Israel.
Segundo a agência iraniana Tasnim, “os barcos (que navegam nas proximidades do estreito neste momento “estão recebendo transmissão de alta frequência da Guarda Revolucionária indicando que ninguém pode passar” pelo trecho neste momento.
Além do bloqueio ao Estreito, o Irã retaliou os ataques recebidos com bombardeios a instalações ligadas aos Estados Unidos em todo o Oriente Médio e também a alvos no território de Israel.
Segundo Teerã, as ações na região “continuarão sem interrupção”. Até o momento, já foram atingidas bases norte-americanas no Bahrein, Catar, Emirados Árabes, Iraque, Jordânia, Kuwait e Síria, além de localidades no norte de Israel.
Sobre Estreito
O Estreito Ormuz é um dos canais marítimos mais importantes do planeta, devido a sua posição estratégica: por ele transita um volume importante de petróleo e gás que abastece vários países.
Ao conectar o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, Ormuz se torna trecho obrigatório para navios petroleiros e de transporte de gás que saem de Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes, Iraque e Kuwait – além do próprio Irã.
Dias antes do ataque deste sábado, o Irã chegou a fazer exercícios marítimos simulando a possibilidade de bloquear o Estreito de Ormuz.
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