O governo do Irã confirmou nesta segunda-feira (04/05) o lançamento de um ataque com mísseis e drones contra instalações petrolíferas dos Emirados Árabes Unidos.
O bombardeio havia sido denunciado horas antes pelo Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, que assegura ter interceptado hoje 12 mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e quatro drones lançados do Irã.
Porém, um quinto drone, que não foi interceptado, teria atingido as instalações do complexo petrolífero de Fujairah e causado um incêndio. Não há informações sobre o nível de destruição causado, nem se as chamas teriam sido controladas.
Segundo a agência de notícias iraniana Fars, a ação teria sido lançada após a divulgação de uma mensagem do grupo hacker Hanzalah, que realizou uma operação cibernética contra o porto de Fujairah, no nordeste dos Emirados Árabes – de onde navios podem zarpar sem passar pelo Estreito de Ormuz.
Em sua publicação, o Hanzalah disponibiliza cerca de 430 mil documentos que alega ter obtido em seu ataque cibernético aos bancos de dados emiradenses, e que incluem detalhes de contratos, tráfego marítimo, transações financeiras e mapas dos oleodutos e instalações de infraestrutura.
O grupo hacker – cujo nome foi inspirado em uma figura histórica tida por alguns seguidores do Islã como um dos companheiros mais leais do profeta Maomé –, alega que os documentos revelam um plano envolvendo os governos de Emirados Árabes, Estados Unidos e Israel para tentar desestabilizar o Irã economicamente.
Reação iraniana
O Ministério da Defesa do Irã, também segundo a agência Fars, afirmou que o ataque desta segunda-feira utilizou mapas detalhados que foram vazados pelo Hanzalah e “entregues imediatamente às unidades de mísseis da resistência, permitindo ataques precisos e certeiros contra alvos-chave no porto (de Fujairah)”.
“A mensagem é clara: nenhuma cooperação entre os Emirados Árabes Unidos, o regime sionista e os Estados Unidos, seja ela velada ou declarada, permanecerá oculta aos nossos olhos, e qualquer ato de traição receberá a devida resposta”, acrescentou o comunicado de Teerã.
A mensagem termina dizendo que “reiteramos a necessidade de que (os Emirados) resistam aos nossos golpes, que serão menos severos do que os que eles infligiram”.

Tasnim
Reação dos países do Golfo
Em comunicado publicado também nesta segunda, o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, por sua sigla em inglês), órgão que reúne seis países da região (além dos Emirados, também fazem parte Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kwait e Omã) classificou o bombardeio como “uma ação irresponsável por parte de Teerã”.
O secretário-geral do GCC, o kwaitiano Jasem Mohamed Albudaiwi, afirmou que se trata de “uma violação flagrante da soberania de um Estado-membro”, e que “reflete uma abordagem de escalada que desconsidera as normas do direito internacional e os princípios da boa vizinhança”.
O post Irã confirma ataque contra instalações petrolíferas dos Emirados Árabes apareceu primeiro em Opera Mundi.
