Após as negociações indiretas entre Irã e Estados Unidos, realizadas em Genebra, na Suíça, o ministro das Relações Exteriores do país persa, Abbas Araghchi, declarou nesta sexta-feira (27/02) que Washington precisará abandonar suas “exigências excessivas” para que um acordo entre as partes seja alcançado.
Em um telefonema com o chefe da diplomacia do Egito, Badr Abdelatty, o chanceler iraniano afirmou que “o sucesso nesse caminho exige seriedade e realismo por parte do outro lado, evitando erros de cálculo e exigências excessivas”.
Para Araghchi, a terceira rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano “foi a mais intensa” de todas as realizadas até o momento. Ainda assim, observou que “novos progressos foram feitos”.
“Foi um dos períodos mais sérios de nossas negociações. Discussões foram trocadas indiretamente entre os dois lados. Nessas longas horas, fizemos bons progressos e entramos seriamente nos elementos de um acordo”, disse.
No dia anterior, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad Al Busaidi, que mediou o encontro entre as delegações de Teerã e Washington, havia avaliado que as negociações tinham tido “progressos significativos”. A autoridade omanense também informou que as discussões a nível técnico seriam retomadas na semana seguinte, em Viena.

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Os Estados Unidos têm intensificado suas ameaças contra o Irã nos últimos dias. Na quinta-feira (26/02), Washington deslocou dois porta-aviões para a região do Oriente Médio, entre eles o Gerald Ford. Em meio à escalada de tensões, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, declarou que continua se considerando um “cético em relação à intervenção militar” no exterior, mas alertou que tudo dependerá das ações de Teerã.
“Acho que todos nós preferimos a opção diplomática, mas depende do que os iranianos fizerem e disserem”, afirmou em entrevista ao jornal norte-americano Washington Post na quinta-feira (26/02)
A emissora britânica BBC informou que o presidente Donald Trump recebeu recentemente um briefing sobre as opções militares disponíveis contra o Irã. Por sua vez, a ABC News mencionou que muitos republicanos e alguns assessores estariam sugerindo que Israel ataque os persas primeiro.
O jornal The New York Times informou que os Estados Unidos autorizaram a saída inicial de alguns funcionários de sua embaixada em Jerusalém, diante da possibilidade de um ataque norte-americano a Teerã e uma possível resposta por parte do país persa.
(*) Com Ansa e Tasnim
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