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Irã propõe fim de guerra, mas Trump rejeita oferta e mantém agressão

O governo do Irã apresentou uma contraproposta para encerrar a guerra no Oriente Médio, classificada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, como “legítima e generosa”. O documento, enviado via mediadores paquistaneses, foi rejeitado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou os termos como “totalmente inaceitáveis” em postagem na rede Truth Social neste domingo (10).

O impasse diplomático provocou a alta de 3% nos preços do petróleo nesta segunda-feira (11), reflexo da instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde circula 20% do fluxo global da commodity.

A proposta iraniana exige o fim imediato das hostilidades, o levantamento do bloqueio naval e da pirataria no Golfo Pérsico, além da liberação de ativos financeiros congelados por Washington. Baghaei defendeu que o plano é uma resposta responsável às “exigências irrazoáveis” dos EUA e prioriza a estabilidade regional e a soberania no Líbano.

Em contrapartida, o memorando original dos EUA condicionava a reabertura do Estreito de Ormuz a negociações sobre o programa nuclear iraniano e uma moratória de 20 anos no enriquecimento de urânio. A reação de Trump foi enfática ao afirmar que o Irã “tem brincado com o mundo há 47 anos” e que a resposta enviada por Teerã não será aceita.

O cenário é agravado pela posição de Benjamin Netanyahu, que condiciona qualquer acordo ao desmantelamento nuclear iraniano. Enquanto a via diplomática trava, confrontos esporádicos persistem no Líbano e no Golfo Pérsico, mesmo sob o cessar-fogo parcial vigente desde abril.

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