O Exército israelense afirma que todos os moradores ao sul do rio Zahrani, no Líbano, devem fugir de suas casas, prometendo usar “força extrema” contra o Hezbollah. Em uma publicação no X, o porta-voz militar em árabe afirmou nesta quarta-feira (27/05) que “todas as áreas ao sul do rio são consideradas zonas de combate”.
Em paralelo, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, reuniu-se com dois representantes dos EUA em Israel, onde discutiram o Líbano e a Síria. Saar publicou uma foto no X em que aparece ladeado pelos congressistas Marlin Stutzman, de Indiana, e Abe Hamadeh, do Arizona, ambos republicanos.
O ministro israelense disse à dupla que o objetivo de Tel Aviv em Beirute é “proteger nossos cidadãos dos ataques do Hezbollah em território libanês e desmantelar o reino do terror que eles construíram lá”.
Nesse sentido, a ofensiva israelense continua no território libanês. Nesta quarta-feira (27/05) as Forças de Israel emitiram uma nova ordem de evacuação em Tiro.
Desde então, ocorreram três ataques aéreos muito violentos nas áreas que receberam essas ordens de evacuação: o primeiro no campo de refugiados de Rashidieh (o maior campo de refugiados palestinos na cidade de Tiro e o segundo maior em todo o Líbano); o segundo na direção de al-Housh; e o terceiro em el-Buss, outro campo de refugiados palestinos em Tiro.
Por sua vez, o Exército libanês afirmou que um soldado foi morto em ataque israelense no sul do Líbano, na estrada Kfar Roman-Khardali.
Segundo o Ministério da Saúde Pública do Líbano, cerca de 3.269 pessoas morreram e 9.840 ficaram feridas desde o início da ofensiva de Israel contra o território libanês em 2 de março.
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