O governo israelense afirmou neste domingo (02/08) que não retirará suas tropas de Gaza antes do desarmamento do Hamas e manifestou “sérias preocupações de segurança” à Casa Branca em relação ao acordo, segundo disse Doron Spielman, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, à agência Associated Press.
Enquanto isso, ataques israelenses durante a noite e a madrugada de domingo mataram pelo menos 18 pessoas, incluindo crianças, em Gaza. Spielman disse que a avaliação da inteligência de Tel Aviv é de que o Hamas permanece comprometido com a reconstrução de suas forças armadas, em vez de um desarmamento genuíno.
“Nossa avaliação é que, se retirarmos nossas tropas antes que o Hamas esteja verdadeiramente desarmado, ele expandirá rapidamente sua presença em Gaza, reconstruirá sua infraestrutura terrorista, ameaçará novamente as comunidades israelenses e tentará realizar outro ataque semelhante ao de 7 de outubro”, disse ele, referindo-se ao ataque do Hamas contra Israel em 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
Seus comentários surgem dias depois de o Hamas ter anunciado que iniciaria seu desarmamento como parte do cessar-fogo mediado pelos EUA, assinado em outubro de 2025.
Em resposta, o grupo classificou a ofensiva deste domingo como uma “escalada deliberada do governo do criminoso de guerra Netanyahu, com o objetivo de obstruir os entendimentos alcançados com os mediadores, incluindo o governo dos EUA, para concluir a implementação do acordo de cessar-fogo”.
O Hamas também pediu aos mediadores e garantes do acordo de cessar-fogo para que “assumam suas responsabilidades” e condenem esses “crimes sionistas contra o nosso povo”. Em comunicado, acrescentaram que instam que medidas sejam tomadas para pressionar o “governo de ocupação” a cessar seus crimes contra o nosso povo e obrigá-lo a pôr fim à sua agressão, nos termos do acordo de cessar-fogo.
As autoridades de saúde da Faixa de Gaza informaram neste domingo que o número de mortos em decorrência da contínua agressão israelense a Gaza chegou a 73.356, com 174.185 feridos, desde 7 de outubro de 2023.
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