Uma pesquisa sobre a disputa eleitoral em Israel, realizada pela emissora pública Kan e divulgada neste domingo (09/08), mostrou que nem o bloco governista nem o setor que se apresenta como principal adversário da atual administração – ainda que seja ideologicamente próximo – possuem apoios suficiente para formar maioria, no Parlamento do país.
De acordo com a medição, se as eleições fossem hoje o Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, conquistaria 23 cadeiras no Knesset, o Parlamento Israelense, menos que as 32 que possui atualmente.
O Yashar, partido surgindo em setembro de 2025 e liderado por Gedi Eisenkot e que defende discurso de suposto “sionismo de centro”, segundo essa mesma pesquisa, ficaria com as mesmas 23 cadeiras.
Os números mostram um crescimento nas intenções de voto para o Likud, que aparecia atrás dos Yashar em estudos anteriores, mas ambas as legendas ainda estão longe das 61 cadeiras necessárias para formar maioria no Legislativo israelense – o bloco governista teria 53 representantes, contra 56 das forças opositoras.
Demais partidos
Na mesma pesquisa, aparecem dois partidos de centro na terceira e quarta posição: o Juntos, que obteria 13 cadeiras, e o Democratas, com dez cadeiras, respectivamente.
Em seguida ficaria o partido de extrema direita Poder Judaico, liderado pelo ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, com nove cadeiras, três a mais do que possui atualmente.

Knesset
As mesmas nove vagas seriam obtidas pelo partido conservador Israel Nossa Casa, que também ganharia três novos assentos no Parlamento.
Segundo a pesquisas, a frente conservadora Lista Árabe Unida ficaria seis vagas no Knesset – uma a mais do que tem hoje – e a coalizão de centro-esquerda entre Hadash e Ta’al, manteria os cinco assentos que dispõe atualmente.
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