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Israel prorroga sequestro de militantes da Flotilha de apoio à Gaza

Regime sionista de Israel prorroga por mais 6 dias sequestro de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek por lutarem contra o genocídio em Gaza. 

Felipe Annunziata | Redação


INTERNACIONAL – Quase uma semana após o início do sequestro, um tribunal do regime sionista israelense decidiu nesta terça (05/05) manter Thiago Ávila e Saif Abu Keshek presos em centros de tortura até o dia 10 de maio. Os dois foram sequestrados no último dia 30 de abril, durante a ida de mais um comboio da Flotilha Global Sumud com ajuda humanitária em direção à Faixa de Gaza.

De acordo com a organização da Flotilha, os dois militantes passaram pelas piores torturas durante a prisão pelo regime de Israel. Ávila e Keshek foram espancados várias vezes durante a prisão, estão em celas solitárias com luzes brancas fortes durante 24 horas para impedir o sono e tem movimentos impedidos.

Nesta segunda (04/05), também, o deputado federal Glauber Braga informou que a esposa de Ávila, Lara Souza, denunciou que a família do militante vem sendo seguida por espiões sionistas em território brasileiro. Durante as sessões de torturas, agentes israelenses mostraram fotos e relatos da rotina familiar de Ávila.

A situação de Saif Keshek também preocupa organizações que apoiam a luta do povo palestino. Apesar de ser cidadão espanhol, Keshek tem ascendência palestina e de acordo com as leis do regime sionista pode ser acusado de terrorismo e executado.

Governos e ONU exigem libertação

Seis dias após o início do sequestro, o presidente Lula e o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos finalmente se manifestaram. Pelas redes digitais, o presidente brasileiro condenou o sequestro dos militantes.

“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha “Global Sumud”, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional. Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos.”, afirmou Lula na rede digital “X”.

O governo espanhol desde o final de abril tem se manifestado reiteradamente conta a prisão. Dentro da União Europeia o governo espanhol é o que tem se posicionado de forma mais crítica ao regime israelense desde que o país foi tomado por grandes manifestações populares em repúdio ao genocídio do povo palestino.

Israel quer exterminar palestinos

A ação de Israel é mais uma tentativa de intimidar todo o movimento de solidariedade internacional com a luta do povo palestino. Com o sequestro e tortura de militantes que levavam ajuda humanitária para Gaza, o regime sionista busca impedir que novas ações diretas sejam tomadas pelos povos do mundo.

Essa é mais uma estratégia para forçar a retirada completa dos palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. Em Gaza, Israel tenta manter o projeto de matar de fome e bombas a população local. Mesmo com o falso “cessar-fogo” iniciado no final do ano passado, mais de 800 palestinos foram assassinados por militares israelenses em Gaza, o território palestino continua tendo o acesso à comida, água e a necessidades básicas completamente cortado.

É preciso fortalecer a solidariedade e a luta em defesa do povo palestino. As ações do sionismo não podem intimidar aqueles que defendem a humanidade e o direito do povo palestino existir e se governar.