A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) reuniu artistas, lideranças políticas e representantes de movimentos sociais em uma live de apoio à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de 20 de outubro. A conversa girou em torno da mobilização para barrar o retorno do bolsonarismo ao poder, das críticas a Flávio Bolsonaro e dos riscos de um novo governo da família Bolsonaro para a democracia brasileira.
Participaram a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, a cantora Fernanda Abreu, o sambista Diogo Nogueira e o escritor e líder indígena Ailton Krenak, entre outros convidados.
Juventude ganha protagonismo nas ruas
Bianca Borges destacou a mobilização estudantil após o primeiro turno. A UNE convocou universidades a realizar assembleias e organizar atividades de campanha. A resposta, segundo ela, veio rapidamente.
Em 5 de outubro, uma assembleia na Universidade Federal Fluminense (UFF) reuniu tantos estudantes que o encontro deixou o auditório e foi para a rua, com a adesão de outras pessoas. Bianca citou o episódio como o início de uma onda de mobilizações que se espalhou pelo país.
A presidenta da UNE ressaltou que o movimento não se restringe aos universitários. Jovens trabalhadores, inclusive aqueles que estudam à noite, também participam dos atos. O desafio, afirmou, é levar a mobilização a outros setores da sociedade e manter o trabalho de convencimento até a votação.
Fernanda Abreu critica Flávio Bolsonaro
Fernanda Abreu relacionou a disputa presidencial à realidade do Rio de Janeiro, onde a população conhece bem os efeitos da atuação das milícias. A cantora criticou a possibilidade do bolsonarismo ampliar sua influência nacional e questionou as posições de Flávio Bolsonaro sobre segurança pública.
Ao comentar a proposta do senador sobre a identificação de munições, Fernanda afirmou que a possibilidade de rastrear balas é importante para identificar responsáveis por crimes. Também criticou a postura de Flávio durante os debates eleitorais.
Leia também: Debate da Band: Flávio aposta na intimidação, mas assusta eleitores indecisos
“Eu sou uma pessoa privilegiada, eu sou uma pessoa que eu nunca precisei das políticas públicas do Lula, mas eu não voto por mim, eu voto pelo Brasil”, afirmou.
Diogo Nogueira defende soberania nacional
Diogo Nogueira também declarou apoio a Lula e associou a eleição à defesa da soberania nacional. O sambista defendeu políticas públicas de acesso à alimentação, moradia, educação e universidade como condições para reduzir desigualdades e garantir melhores condições de vida à população.
Durante a conversa, afirmou que pretende continuar participando dos atos e dialogando com eleitores que ainda têm dúvidas sobre a disputa. Para ele, a eleição também diz respeito à capacidade de o Brasil preservar suas riquezas e decidir os próprios rumos.
Ailton Krenak alerta para dificuldades do voto indígena
A participação de Ailton Krenak trouxe à discussão os obstáculos enfrentados por comunidades indígenas para chegar às urnas. O escritor defendeu que os locais de votação fiquem mais próximos dos territórios, sobretudo nas regiões onde o deslocamento exige longas viagens por terra ou por rios.
“Nós precisamos assegurar que as urnas chegam mais perto”, afirmou.
Krenak também relatou preocupações com ameaças a territórios e defendeu a atuação dos órgãos públicos para proteger as comunidades e garantir o direito ao voto. Jandira disse que buscaria encaminhar os alertas às autoridades competentes.
Mobilização até a votação
A live também serviu para convocar apoiadores aos atos previstos para sábado, 24 de outubro. Durante a transmissão, Jandira mencionou mobilizações no Rio de Janeiro e em São Paulo, com a participação de Lula.
Bianca Borges reforçou que a presença nas ruas precisa ser acompanhada pelo diálogo direto com os eleitores. A orientação dos participantes foi manter a mobilização até o dia da votação, sem tratar o resultado como definido.
O post Jandira reúne vozes da cultura e dos movimentos sociais pela vitória de Lula apareceu primeiro em Vermelho.