
A corrida pelo Governo de Pernambuco ganhou contornos de equilíbrio. Pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta sexta-feira (31) mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) com 44% das intenções de voto no primeiro turno, contra 42% de João Campos (PSB). Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os adversários estão tecnicamente empatados. No eventual segundo turno, a distância diminui ainda mais: 45% para Raquel e 44% para João, configurando novo empate técnico.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 27 e 30 de julho, tem nível de confiança de 95% e está registrado no TSE sob o número PE-08413/2026.
João avança contra a força da máquina
O dado mais significativo da pesquisa é o desempenho de João Campos diante de uma governadora em exercício. Tradicionalmente, quem ocupa o Palácio do Campo das Princesas dispõe de maior visibilidade institucional, estrutura administrativa e capacidade de anunciar obras e políticas públicas, fatores que costumam favorecer candidaturas à reeleição.
Mesmo nesse cenário, o ex-prefeito do Recife aparece praticamente colado à governadora tanto no primeiro quanto no segundo turno, indicando elevada competitividade e capacidade de ampliar sua presença para além da Região Metropolitana.
Outro indicador relevante é o potencial de voto. Ambos apresentam índices semelhantes: 24% afirmam votar com certeza em cada candidato, enquanto 38% consideram votar em Raquel e 37% em João. Também a rejeição é praticamente idêntica — 35% para a governadora e 34% para o socialista —, demonstrando uma disputa equilibrada não apenas nas intenções de voto, mas também na percepção do eleitorado.
Cenário permanece indefinido
Na pesquisa espontânea, Raquel Lyra registra 21% e João Campos, 20%, enquanto 45% dos entrevistados ainda não souberam responder em quem votariam. O elevado contingente de indecisos indica que há amplo espaço para movimentação das campanhas até outubro.
Os números sugerem uma eleição polarizada entre PSD e PSB, com pouca influência, até o momento, das demais candidaturas. Ivan Moraes (PSOL) aparece com 3% no cenário estimulado, enquanto Renan Hallais (Missão) soma 1%.
Embora Raquel Lyra mantenha uma vantagem numérica, a pesquisa revela que João Campos conseguiu reduzir a distância em relação à candidata que dispõe da estrutura do governo estadual. A combinação de empate técnico, rejeição equilibrada e elevado percentual de indecisos reforça a avaliação de que Pernambuco deverá protagonizar uma das disputas estaduais mais acirradas das eleições de 2026.
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