
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, faz um balanço positivo sobre as ações desenvolvidas pelo ministério no ano passado. Para ela, o fato mais marcante foi o fortalecimento da ciência como instrumento central do projeto de desenvolvimento do país.
“2025 foi o ano em que consolidamos a volta da ciência ao centro do projeto de desenvolvimento nacional. Não estamos fazendo ciência apenas para publicar artigos, mas para garantir a soberania do Brasil e melhorar a vida das pessoas”, disse a ministra ao Portal Vermelho.
Luciana destaca o maior PAC da Ciência da história e o lançamento do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê mais de R$ 23 bilhões em investimentos. “Estamos equipando o país para não ser mero consumidor de tecnologia estrangeira, mas produtor de soluções”, afirma.
Desse modo, a ministra diz que sua pasta possui uma importante ferramenta de planejamento, que é a nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024-2034.
Leia também: MCTI investe R$ 2 bilhões para alavancar a ciência e a soberania tecnológica
“É nossa bússola para a próxima década: queremos um Brasil justo, sustentável e desenvolvido. Seja levando internet de alta velocidade para o interior da Amazônia, desenvolvendo ônibus elétricos nacionais ou repatriando nossos melhores cérebros, a mensagem é clara: a ciência voltou para ficar e está, definitivamente, do lado do povo brasileiro”, assegura.
Nunca se investiu tanto em ciência, tecnologia e inovação no país. A ministra destaca que, em 2023, o orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) chegou a quase R$ 10 bilhões; em 2024, alcançou R$ 12,7 bilhões; e, em 2025, será de R$ 14,6 bilhões.
“Somente na parte de recuperação e infraestrutura de pesquisa, nesses três anos de governo, são R$ 5,8 bilhões”, lembra.
Projetos impulsionam a indústria nacional
Luciana diz que 64% do FNDCT estão direcionados à Nova Indústria Brasil (NIB), uma política do governo para impulsionar a indústria nacional, e o Novo PAC que vai investir em diversas áreas nos estados e municípios R$ 1,3 trilhão até 2026.
Na área de inovação, a ministra destaca o desenvolvimento e fabricação de ônibus elétrico 100%; o coquetel enzimático, que amplia a produção de etanol a partir de resíduos agrícolas; o barco voador da Amazônia; e o teste molecular para predição de recorrência de câncer de mama.
Na área de infraestrutura de pesquisa, ela destaca o acelerador de partículas Sirius; o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e a cobertura de monitoramento e alerta de desastres para proteger 73% da população.
Além disso, o ministério registra recorde de conectividade acadêmica. “Estamos fazendo o equivalente a uma volta ao mundo com a nova leva de redes de fibra óptica pelo país. Redes de 100GBs chegando pela 1° vez ao interior do Norte e Nordeste”, diz a ministra.
O impacto positivo alcança 1.700 unidades de ensino e pesquisa atendidas; 180 mil pesquisadores; 3.880 programas de pós-graduação e 16 ambientes de inovação.
O PBIA (2025-2028) prevê investimento de R$ 92,8 milhões em oito Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), superando a meta inicial do PBIA, que era de cinco.
Recentemente, o Supercomputador Jaci entrou em operação para fazer o enfrentamento a desafios climáticos brasileiros.
O equipamento amplia capacidade nacional de previsão do tempo, modelagem climática e monitoramento ambiental e inaugura a modernização da infraestrutura científica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Por fim, a ministra diz que ENCTI impulsiona novo ciclo de desenvolvimento e soberania no Brasil. “Nós vimos o estrago que um governo negacionista pode fazer no país. Hoje, com a nova ENCTI, o Brasil dá um importante passo para um futuro inovador, soberano e competitivo, garantindo que a ciência e a tecnologia tenham impacto positivo na vida de todos”, defende.
O post Luciana Santos diz que ciência volta ao centro do desenvolvimento nacional apareceu primeiro em Vermelho.
