
O governo Luiz Inácio Lula da Silva ampliou de forma acelerada as ações de resposta às fortes chuvas que devastaram Juiz de Fora, Ubá e outros municípios da Zona da Mata mineira. Com o avanço das buscas e o aumento do número de vítimas, as autoridades federais reforçaram o apoio emergencial e reconheceram o estado de calamidade para garantir maior agilidade no envio de recursos.
O novo balanço aponta 40 mortos, 27 desaparecidos, 208 pessoas resgatadas com vida e 3.500 desabrigados e desalojados na região. Juiz de Fora, a cidade mais atingida, concentra a maior parte das vítimas: 34 mortos e 25 desaparecidos. A Defesa Civil local já registrou 772 ocorrências, incluindo 459 deslizamentos de talude, 75 ameaças de escorregamento e 42 alagamentos.
Lula determina prontidão total e Waldez segue imediatamente a Minas
Assim que informado sobre a dimensão da tragédia, Lula orientou que o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, atuasse em regime de prontidão e se deslocasse imediatamente para Minas Gerais, cancelando toda a agenda do dia para acompanhar pessoalmente as operações de socorro.
A visita reforçou a mobilização federal, que já inclui equipes da Defesa Civil Nacional, Força Nacional do SUS, SUAS e Exército. Ao todo, 125 bombeiros atuam nas frentes de resgate: 62 em Juiz de Fora, 49 em Ubá e 14 em Matias Barbosa.
Auxílio emergencial: R$ 800 por desabrigado
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, anunciou o envio de recursos emergenciais para garantir assistência imediata às famílias atingidas. “O Ministério do Desenvolvimento Social liberará recursos de R$ 800 por pessoa desabrigada. Temos centenas de pessoas nessa condição. O repasse é para a prefeitura adquirir colchões, mantimentos e roupas, entre outros itens de apoio”, afirmou.
Alckmin também confirmou a antecipação do Bolsa Família e do BPC para moradores atingidos, medida que garante alívio rápido em meio ao cenário de perdas materiais e dificuldades de sobrevivência.
Atuação integrada da Saúde, Defesa Civil e Exército
As equipes federais já estão em campo realizando atendimento médico, acolhimento psicológico, articulação de abrigos e diagnóstico das áreas de risco.
A Força Nacional do SUS enviou profissionais especializados e kits de emergência. A Defesa Civil Nacional reforçou o time técnico que atua na região e mantém o nível operacional em alerta máximo. O Exército mobilizou helicópteros, viaturas e tropas para apoiar resgates, transportar suprimentos e reforçar a logística das operações.
Segundo Alckmin, “o exército mobilizou helicópteros e também viaturas e tropas para ajudar no socorro, apoiar o Corpo de Bombeiros, as forças do estado e dos municípios, e apoiar a logística também.”
Juiz de Fora decreta calamidade; governo federal intensifica ações
Com a destruição causada pelas chuvas e o alto número de vítimas, a prefeitura de Juiz de Fora decretou calamidade pública. O governo federal reforçou que todas as ações estão sendo ajustadas de acordo com as necessidades locais e que não faltará apoio federativo.
O trabalho conjunto entre os governos municipal, estadual e federal tem permitido ampliar o número de frentes de busca — já são nove equipes simultâneas atuando na região.
Chuvas continuam e risco permanece alto
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de “grande perigo” para novos temporais na Zona da Mata. A previsão indica volumes que podem ultrapassar 100 mm por dia, com possibilidade de novos deslizamentos e inundações.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) segue emitindo avisos e acompanhando as áreas mais vulneráveis.
Até o momento os números atualizados da tragédia em Minas Gerais são:
Situação geral na Zona da Mata
- 40 mortos;
- 27 desaparecidos
- 208 pessoas resgatadas com vida
- 3.500 desabrigados e desalojados
Juiz de Fora
- 34 mortos
- 25 desaparecidos
- 772 ocorrências registradas, sendo: 459 deslizamentos de talude, 75 ameaças de escorregamento e 42 pontos de alagamento
Ubá
- 6 mortos
- 2 desaparecidos
Matias Barbosa
- 14 bombeiros atuando na cidade
- Sem mortes ou desaparecidos registrados
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com agências
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